Finep prevê R$ 450 milhões para inovação em três regiões
Segunda rodada de edital destinará recursos não reembolsáveis a 114 projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Em resumo
- A segunda rodada do edital prevê R$ 450 milhões para 114 projetos.
- Os recursos não reembolsáveis atendem empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- O aporte foi ampliado em R$ 150 milhões em relação ao valor inicial.
A Finep prevê destinar R$ 450 milhões a 114 projetos de inovação e risco tecnológico em empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O valor da segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica foi ampliado em R$ 150 milhões, conforme anúncio feito na sexta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Os recursos são não reembolsáveis e estão voltados a empresas de todos os portes. Segundo a Finep, os projetos apoiados devem ter impacto no desenvolvimento regional e relevância social. A chamada busca estimular iniciativas inovadoras nas três regiões, compartilhando com o Estado parte do risco associado ao desenvolvimento tecnológico.
Aporte foi ampliado
O valor inicialmente previsto para o edital era de R$ 300 milhões. Com a complementação anunciada pela ministra, o total passou a R$ 450 milhões.
Na distribuição inicial, estavam previstos R$ 50 milhões para o Norte, R$ 100 milhões para o Centro-Oeste e R$ 150 milhões para o Nordeste. Esses valores somam os R$ 300 milhões originalmente destinados à chamada.
Entre os projetos aprovados inicialmente, 75% são de microempresas e empresas de pequeno porte. A classificação apresentada considera microempresas aquelas com faturamento abaixo de R$ 1 milhão e pequenas empresas as que faturam de R$ 1 milhão a R$ 4,8 milhões.
Foco no desenvolvimento regional
Ao anunciar a ampliação, Luciana Santos afirmou que o investimento leva mais recursos às empresas e cria oportunidades para pesquisadores. A ministra também relacionou a chamada à transformação de conhecimento em tecnologia e disse que ela integra um conjunto mais amplo de ações.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, descreveu a subvenção como uma medida para reduzir assimetrias e promover o desenvolvimento regional. Segundo ele, o modelo permite que o Estado compartilhe com as empresas o risco do desenvolvimento tecnológico. A chamada contempla negócios de diferentes portes nas três regiões indicadas, com recursos que não precisam ser devolvidos.