Pular para o conteúdo

29 de outubro de 2026

Agro

Soja: câmbio perto de R$ 5 e Chicago retraem negócios no Brasil

Abiove estima queda de 0,8% nas exportações brasileiras em 2027, para 113 milhões de toneladas, com avanço do processamento doméstico.

Imagem ilustrativa: Lavoura de soja no Brasil e grãos de soja em negociação no mercado agrícola
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Negócios de soja no Brasil seguiram limitados, apesar da alta em algumas praças.
  • Dólar fechou a R$ 4,9897 para venda na sexta-feira, 23.
  • Abiove prevê exportações de 113 milhões de toneladas em 2027, queda de 0,8%.

O câmbio próximo de R$ 5 e a pressão das cotações internacionais mantiveram retraídos os negócios de soja no Brasil, mesmo com alta dos preços em algumas praças na sexta-feira, 23. No mesmo cenário, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que as exportações brasileiras do grão recuem 0,8% em 2027, para 113 milhões de toneladas, à medida que aumenta a demanda interna por processamento.

Negócios limitados no mercado brasileiro

O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, afirmou que houve poucas indicações de compra apesar da valorização dos preços. Algumas tradings também estão perto de concluir seus programas de embarques do ano, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

O dólar comercial fechou a sexta-feira em queda de 0,96%, a R$ 4,9897 para venda. Durante a sessão, variou entre R$ 4,9887 e R$ 5,0558. Na semana, o volume negociado melhorou em relação aos dias anteriores, mas ficou abaixo do observado três semanas antes.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 146 para R$ 148 em Passo Fundo (RS) e de R$ 147 para R$ 149 em Santa Rosa (RS). Em Cascavel (PR), avançou de R$ 141 para R$ 142. Nos portos, chegou a R$ 153 em Paranaguá (PR) e a R$ 155 em Rio Grande (RS). Em Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO), os preços ficaram em R$ 141, R$ 140 e R$ 139, respectivamente.

Projeções de produção e exportação

Na Bolsa de Chicago, os contratos do grão e do óleo subiram na quinta-feira, 22, após oito sessões de perdas consecutivas. Ainda assim, a posição de novembro de 2026 acumulou queda de 0,37% na semana. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de uma safra brasileira maior em 2026/27 seguem entre os fatores que pressionam as cotações.

Temas

Compartilhe

Leia também

Sua privacidade

Usamos apenas o armazenamento essencial do seu navegador (preferências de tema, fonte e matérias salvas). Com sua permissão, exibimos anúncios do Google, que podem usar cookies. Política de privacidade.

Escolha o que permitir