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06 de outubro de 2026

Agro

Soja recua no Brasil e preocupa produtores com custo alto

Cotações caíram de R$ 6 a R$ 8 no início da semana, pressionadas pela queda do dólar e em meio à formação das lavouras.

Imagem ilustrativa: Lavoura de soja em período de plantio ou colheita
Imagem ilustrativa.
Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • A soja caiu de R$ 6 a R$ 8 nos últimos dias no mercado brasileiro.
  • A queda do dólar pressionou as ofertas dos compradores.
  • A alta em Chicago não aliviou a pressão sobre os produtores brasileiros.

As cotações da soja caíram no mercado brasileiro no início desta semana e preocupam produtores em meio ao alto custo de produção e à formação das lavouras. Rafael Silveira, especialista da Safras & Mercado, relacionou o recuo a uma queda brusca do dólar, que pressionou as ofertas dos compradores enquanto vendedores permaneceram fora do mercado.

Pressão sobre os preços

Nos últimos dias, o preço da soja recuou entre R$ 6 e R$ 8, segundo Silveira. Em algumas praças, a queda chegou a R$ 10. O especialista afirmou que o movimento ocorre em um momento importante para a formação das lavouras e afeta produtores descapitalizados, com reservas limitadas para manter o plantio.

A cotação do dólar passou de R$ 5,22 para R$ 5,20. De acordo com Silveira, não houve mudanças estruturais nos preços em bolsa que explicassem o ajuste observado no mercado brasileiro. A retração cambial influenciou diretamente as ofertas dos compradores e contribuiu para a queda nas cotações da saca.

Com recursos limitados, os produtores enfrentam a baixa justamente durante a implantação das lavouras, quando precisam dar continuidade ao plantio. Silveira destacou que a situação tem gerado preocupação no setor.

Chicago fecha em alta

O excesso de chuvas no país está entre os fatores associados a essas preocupações.

A valorização em Chicago, porém, não eliminou a pressão sobre as cotações brasileiras. Segundo Silveira, o mercado local reagiu à queda do dólar, enquanto os vendedores se mantiveram afastados. Assim, mesmo com a alta dos contratos futuros no exterior, os produtores brasileiros continuaram diante de preços menores e de limitações financeiras para seguir com o plantio.

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