Pular para o conteúdo

19 de outubro de 2026

Agro

Ministério confirma Newcastle em granja comercial de SC

Foco foi identificado em propriedade com cerca de 6 mil perus em Nova Itaberaba; aves não tinham sintomas clínicos, segundo a pasta.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Ministério confirmou o vírus em granja com cerca de 6 mil perus em Nova Itaberaba.
  • Nenhuma ave apresentava sintomas clínicos, e o lote não foi destinado ao abate comercial.
  • Governo monitora 133 granjas e comunica o caso a parceiros comerciais.

A propriedade abriga aproximadamente 6 mil aves, nenhuma delas com sintomas clínicos, informou a pasta. O caso foi detectado durante ações de vigilância sanitária, e o governo iniciou medidas para eliminar o foco e monitorar granjas próximas.

Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, amostras foram coletadas em 21 de setembro. Em 14 de outubro, resultados indicaram possibilidade de infecção, levando à suspensão das atividades na granja e à realização de novos exames. A confirmação veio quatro dias depois. Allan Alvarenga, secretário substituto de Defesa Agropecuária, afirmou que o resultado atende aos critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que consideram o hospedeiro e a detecção de material genético do vírus.

Medidas de controle e monitoramento

O Ministério da Agricultura prevê sacrificar as aves da propriedade e fazer a limpeza e a desinfecção das instalações. De acordo com Alvarenga, estudos estão em andamento para que o procedimento comece o mais rápido possível. A retomada da produção dependerá do cumprimento dos protocolos sanitários e da ausência de novos casos.

Equipes também coletam amostras em propriedades próximas e verificam sinais clínicos e respiratórios nas aves. O monitoramento inclui Nova Itaberaba e os municípios de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Segundo o ministério, 133 granjas estão na área acompanhada. Uma portaria para declarar emergência sanitária nos quatro municípios deveria ser publicada em 19 de outubro.

O protocolo prevê acompanhamento por dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias. O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis, disse Alvarenga. O governo solicitou à OMSA a redução desse prazo, mas a mudança ainda não foi implementada.

O secretário afirmou que as aves da granja não foram destinadas ao abate comercial ou ao consumo humano e que nenhum animal deixou a propriedade após a identificação do foco. O ministro André de Paula declarou que o consumo de carne não oferece risco às pessoas.

Temas

Compartilhe

Leia também