Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 milhões
Pedido envolve a PBKids e outras empresas do grupo. A varejista afirma que lojas e canais digitais continuarão funcionando.
Em resumo
- A Ri Happy busca renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas.
- O plano inclui a PBKids e outras cinco empresas do grupo.
- A companhia afirma que lojas e canais digitais seguem funcionando.
A Ri Happy pediu recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. O processo envolve outras cinco empresas do grupo, incluindo a PBKids. A empresa afirma que a medida integra uma reorganização financeira e operacional e que as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda seguem em funcionamento.
As informações sobre o dia do protocolo divergem: há indicação de que o pedido foi apresentado em 18 de outubro e também de que foi protocolado em 19 de outubro. A confirmação pública ocorreu na segunda-feira (19).
Adesão de credores e motivos apontados
Credores com créditos de R$ 308,8 milhões já haviam aderido ao plano, o equivalente a 42,4% do total abrangido pelo pedido, segundo informações sobre a renegociação. A companhia não detalhou publicamente as condições de pagamento negociadas.
Em nota, a Ri Happy disse que busca reorganizar o pagamento das dívidas e adequar sua estrutura financeira às necessidades do negócio. No pedido, atribuiu a pressão sobre as finanças a fatores macroeconômicos e setoriais, entre eles juros elevados, perda de poder de compra das famílias, maior endividamento dos consumidores, desaceleração do varejo e concorrência mais intensa de plataformas internacionais de comércio eletrônico. A empresa também citou efeitos acumulados da pandemia e dificuldades ligadas a negociações financeiras anteriores.
A companhia declarou que as operações não serão interrompidas. Segundo a empresa, as equipes seguem trabalhando na preparação para as datas sazonais do quarto trimestre, período que inclui a Black Friday e o Natal.
Mudança de controle e reestruturação
Com a mudança de controle, Héctor Núñez voltou ao comando da varejista como CEO, função que já havia exercido entre 2012 e 2020. Ele substituiu Thiago Rebello.
Em agosto, a Ri Happy também apresentou uma estratégia de transformação do negócio. O plano inclui busca por eficiência operacional, integração de canais de venda, reforço da experiência nas lojas e aprimoramento da gestão de estoques.
Quando a BluSun anunciou a aquisição, o grupo tinha 293 lojas próprias e franquias. Desse total, 244 operavam com a marca Ri Happy e 49 com a PBKids. A recuperação extrajudicial permite negociar um plano com parte dos credores e submetê-lo à homologação judicial, sem exigir a participação de todos eles.