Focus mantém inflação de 2026 em 5,22% e reduz PIB
Projeção de crescimento econômico caiu de 1,85% para 1,83%; estimativa de inflação continua acima do teto da meta.
Em resumo
- Projeção de inflação de 2026 ficou em 5,22%.
- Estimativa para o PIB de 2026 caiu para 1,83%.
- Previsão de inflação supera o teto de 4,5% da meta.
Economistas consultados pelo Banco Central mantiveram em 5,22% a projeção para a inflação de 2026 e reduziram de 1,85% para 1,83% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os números constam na edição do Relatório Focus divulgada nesta segunda-feira (19), com expectativas do mercado para indicadores da economia brasileira.
Inflação acima do teto da meta
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 permaneceu no mesmo patamar da semana anterior. Com a projeção em 5,22%, a inflação esperada supera o limite superior de 4,5% estabelecido para a meta deste ano.
Segundo o Conselho Monetário Nacional, a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O cumprimento da meta, portanto, depende de o índice ficar entre 1,5% e 4,5%.
O Focus também mostrou aumento na previsão para a inflação de 2027, de 4,30% para 4,32%. Para 2028, a estimativa recuou de 3,79% para 3,75%, enquanto a projeção para 2029 permaneceu em 3,50%, de acordo com os dados divulgados.
Mercado reduz estimativa para o PIB
A previsão de crescimento da economia em 2026 passou de 1,85% para 1,83%. As projeções também foram revistas para baixo nos anos seguintes: para 2027, caíram de 1,40% para 1,32%; para 2028, de 1,83% para 1,81%. A estimativa para 2029 ficou em 2%.
O relatório reúne projeções de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central. Conforme a descrição do Focus, as expectativas são coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação, que normalmente ocorre às segundas-feiras.
O indicador de inflação divulgado pelo Focus é uma estimativa, não o resultado efetivamente registrado para o ano. Em setembro, os preços de bens e serviços subiram 0,82%, e a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, segundo os dados citados na edição do relatório. Em 2025, o IPCA acumulou alta de 4,26%.
A nova rodada de projeções manteve, assim, a expectativa de inflação de 2026 em nível superior ao teto da meta e apontou uma redução marginal na previsão de crescimento do PIB para o mesmo ano.