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07 de outubro de 2026

Agro

Exportações de carne suína crescem 6,2% até setembro

Em setembro, embarques e receita recuaram na comparação anual; no acumulado de 2026, o volume chegou a 1,192 milhão de toneladas.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Exportações acumularam 1,192 milhão de toneladas até setembro, alta de 6,2%.
  • Em setembro, os embarques caíram 11% e a receita recuou 21,5% na comparação anual.
  • Japão e Chile ampliaram as compras de carne suína brasileira no mês.

As exportações brasileiras de carne suína somaram 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, alta de 6,2% sobre o mesmo período de 2025, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em 7 de outubro. Apesar do avanço no acumulado, setembro registrou queda tanto no volume embarcado quanto na receita em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A quantidade exportada nos nove primeiros meses superou as 1,122 milhão de toneladas registradas em 2025. A receita acumulada chegou a US$ 2,737 bilhões, crescimento de 1,3% ante os US$ 2,703 bilhões do período equivalente. Assim, o avanço da receita ficou abaixo do aumento do volume.

Recuo em setembro

No mês, os embarques totalizaram 135 mil toneladas, 11% abaixo das 151,6 mil toneladas exportadas em setembro de 2025. A receita das vendas externas foi de US$ 289,3 milhões, recuo de 21,5% frente aos US$ 368,4 milhões de um ano antes, segundo os dados da ABPA.

O presidente da associação, Ricardo Santin, atribuiu o resultado mensal à base elevada de comparação e à pressão sobre os preços médios internacionais. Ele afirmou que as médias mensais de embarques permanecem acima de 130 mil toneladas e que o crescimento acumulado em volume supera 6%.

Destinos e estados exportadores

As Filipinas foram o principal destino em setembro, com 25,691 mil toneladas, embora o volume tenha caído 47,7% na comparação anual. Japão e Chile receberam, respectivamente, 15,916 mil toneladas e 14,431 mil toneladas; as compras desses países cresceram 38,9% e 72%. Já a China recebeu 11,418 mil toneladas, queda de 16,4%, e os embarques para o Vietnã recuaram 23,2%, para 7,392 mil toneladas.

Entre outros mercados, a Argentina importou 7,312 mil toneladas, alta de 73,8%. As vendas para a República Dominicana cresceram 53,6%, para 2,129 mil toneladas. O Peru mais que dobrou as compras, chegando a 1,054 mil toneladas, enquanto a África do Sul recebeu 822 toneladas, avanço de 99,4%. A Malásia, mercado recentemente aberto à carne suína brasileira, importou 1,918 mil toneladas no mês.

Santa Catarina liderou os embarques estaduais em setembro, com 64,479 mil toneladas, apesar de queda anual de 11,4%. O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 33,779 mil toneladas, e o Paraná em terceiro, com 22,737 mil. Minas Gerais foi o único dos estados citados a registrar alta: embarcou 3,477 mil toneladas, crescimento de 19,4%.

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