Fertilizantes: Brasil deve reduzir importações em 2026
Projeção aponta queda superior a 12%, mesmo com alta de 2,3% na área cultivada no ciclo 2026/27; Brasil ainda importa mais de 85% dos insumos.
Em resumo
- Brasil deve importar cerca de 40,2 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026.
- A área cultivada deve crescer 2,3% no ciclo 2026/27, apesar da redução projetada.
- Paranaguá deve responder por 22% das importações em 2026.
O Brasil deve importar menos fertilizantes em 2026, apesar da previsão de expansão de 2,3% da área cultivada no ciclo 2026/2027. A projeção apresentada pelo especialista Giovani Ferreira no programa Agroexport estima cerca de 40,2 milhões de toneladas importadas no próximo ano, ante 45,5 milhões em 2025. O país depende de produtos importados para mais de 85% dos fertilizantes usados nas safras de inverno e verão.
Projeção e volumes
A estimativa foi descrita como uma redução superior a 12%. No entanto, a comparação entre os volumes informados — 45,5 milhões de toneladas em 2025 e 40,2 milhões em 2026 — corresponde a uma queda de aproximadamente 11,6%. Os dados apresentados, portanto, indicam redução nas importações, mas há diferença entre o percentual anunciado e o que resulta dos totais projetados.
A previsão de menor volume ocorre mesmo com o aumento esperado da área cultivada. A projeção não detalha quanto da redução viria de cada cultura ou região, mas relaciona a tendência a mudanças na forma como produtores administram os custos e a aplicação dos insumos.
Custos e eficiência no uso
Entre os fatores apontados está o aumento dos custos de produção, que pode levar agricultores a buscar alternativas para reduzir o uso de fertilizantes. A análise do solo e a aplicação de taxas variáveis foram citadas como práticas para melhorar a eficiência no uso dos produtos.
Outro elemento mencionado é a normalização dos preços dos fertilizantes, que teriam voltado a patamares anteriores ao conflito, em torno de R$ 350 por tonelada. A projeção não especifica quais produtos ou referências de mercado compõem esse valor.
Portos de entrada
O Porto de Paranaguá foi o principal ponto de entrada de fertilizantes no país em 2024, respondendo por 25% do volume importado naquele ano. A participação projetada para o porto é de 24% em 2025 e 22% em 2026. O Arco Norte também vem ampliando sua parcela nas importações, segundo os dados apresentados.
A redução prevista ocorre em um cenário no qual a produção agrícola brasileira continua dependente de fertilizantes vindos do exterior. As informações apresentadas não detalham o volume por tipo de produto nem indicam como a mudança na participação dos portos se distribui entre os principais polos agrícolas. A projeção para 2026 mantém Paranaguá como ponto relevante, embora com fatia menor do total importado.