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07 de outubro de 2026

Agro

Soja brasileira cai 1,53% em um dia e saca vai a R$ 155,67

Queda ocorreu na terça-feira, 6 de outubro, apesar da alta em Chicago; câmbio e cautela nas negociações pressionaram os preços no Brasil.

Imagem ilustrativa: Lavoura de soja brasileira durante a colheita
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A saca foi cotada a R$ 155,67 após recuo diário de 1,53%.
  • A queda do dólar pressionou os preços brasileiros, apesar da alta em Chicago.
  • O câmbio mais baixo pode aliviar a compra de insumos para a safra 2026/27.

Câmbio reduz preço em reais

Desde 1º de outubro, a soja acumula baixa de 3,65% no Porto de Paranaguá (PR), referência para os preços nacionais. No último dia de setembro, a cotação estava em R$ 161,56. Em menos de uma semana, a perda chegou a quase R$ 6 por saca.

Na mesma terça-feira, os contratos da soja em Chicago avançaram 1,7%. A alta internacional veio após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontar que a colheita norte-americana avançava em ritmo inferior à média dos cinco anos anteriores. No Brasil, porém, o ganho externo não compensou o efeito do câmbio sobre a conversão dos preços para reais.

Yedda Monteiro, analista de mercado da Biond Agro, explicou que a formação do preço brasileiro depende da Bolsa de Chicago, dos prêmios de exportação e do câmbio. Como a commodity é negociada internacionalmente em dólar, a queda da moeda americana reduz o valor convertido para a moeda brasileira. Os prêmios de exportação permaneceram firmes e deram algum suporte, mas parte desse efeito também perdeu força com o dólar mais baixo.

Negociações lentas e atenção à próxima safra

A retração dos preços deixou vendedores e compradores mais cautelosos no início da semana. Monteiro estimou negócios entre 50 mil e 100 mil toneladas. Segundo a analista, produtores tendem a restringir as vendas diante da queda rápida das cotações em reais, enquanto compradores não veem necessidade de elevar as ofertas com o mercado internacional relativamente estável.

Para a safra 2026/27, o câmbio mais baixo pode reduzir temporariamente o custo de insumos dolarizados, como fertilizantes e defensivos. A analista recomendou que produtores que ainda precisem garantir esses produtos considerem o momento de menor cotação do dólar.

A perspectiva para as próximas semanas depende, em especial, do câmbio, que pode reagir ao cenário político e às discussões sobre política fiscal.

Temas

Linha do tempo

  1. Soja recua no Brasil e preocupa produtores com custo alto
  2. Soja brasileira cai 1,53% em um dia e saca vai a R$ 155,67 (esta matéria)

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