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13 de outubro de 2026

Agro

Embrapa e China firmam acordo de cinco anos para levar IA ao campo

Parceria prevê pesquisas conjuntas, intercâmbio de especialistas e áreas-piloto de máquinas agrícolas inteligentes em assentamentos no Brasil.

Embrapa em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Acordo entre Embrapa e instituições chinesas terá validade de cinco anos.
  • Parceria prevê pesquisas conjuntas e áreas-piloto em assentamentos brasileiros.
  • Tecnologias serão adaptadas a diferentes culturas e sistemas produtivos.

A Embrapa e quatro instituições chinesas firmaram, em setembro, um acordo de cinco anos para desenvolver e aplicar inteligência artificial na agricultura familiar. O memorando prevê pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e técnicos e a instalação de áreas-piloto de máquinas agrícolas inteligentes no Brasil.

Pesquisas e áreas-piloto

O documento prevê a criação do Centro de Cooperação Brasil-China para Aplicação de IA. Também estabelece ações de capacitação, missões técnicas, cursos, seminários e colaboração remota. A proposta inclui Centros de Serviços de Máquinas Agrícolas Inteligentes em assentamentos da agricultura familiar.

As unidades-piloto devem permitir a demonstração de máquinas e plataformas e a avaliação das tecnologias em condições reais de produção. Sensores, dispositivos de Internet das Coisas, análise de grandes volumes de dados e inteligência artificial poderão ser combinados para monitorar as lavouras e apoiar decisões. As cooperativas participantes ficarão envolvidas na coleta e no gerenciamento dos dados, de acordo com a Embrapa.

A integração dessas unidades ao Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural está em estudo. O memorando também prevê a possibilidade de replicar a experiência em outros assentamentos.

Tecnologias para diferentes culturas

A cooperação contempla cadeias de frutas, hortaliças, milho, soja e arroz. Entre as soluções previstas estão máquinas agrícolas inteligentes, plataformas digitais, serviços agrícolas compartilhados e modelos de cultivo, além de equipamentos destinados a pequenas e médias propriedades.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a inclusão digital de pequenos e médios produtores é um desafio estratégico. Segundo ela, sem esse acesso, a distância entre esses produtores e os de grande escala tende a aumentar. A empresa descreve a abordagem como “codesenvolvimento”: em vez de simplesmente transferir soluções, as tecnologias serão avaliadas, adaptadas e validadas para cada realidade produtiva. A diversidade de sistemas de produção e a presença de seis biomas no Brasil tornam essa adaptação necessária, conforme a presidente.

Instituições envolvidas

Além da Embrapa, assinaram o memorando a Universidade Agrícola de Nanjing, a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu, a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional de Cooperação Popular. Segundo a Embrapa, o acordo organiza projetos de interesse comum e aproxima conhecimentos científicos, tecnológicos e institucionais dos dois países.

Durante a missão à China, a delegação brasileira conheceu iniciativas de robótica, automação e inteligência artificial no campo, incluindo braços robóticos para colheita e sistemas que integram dados de sensores. A parceria também integra uma agenda de agricultura de baixo carbono, produtos de base biológica e agricultura digital.

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