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13 de outubro de 2026

Brasil

Manaus registra PM2,5 9,4 vezes acima da referência da OMS

Fiocruz mediu pico de 235 μg/m³ em 8 de outubro; governo reforçou a fiscalização e a FAB lançou água contra incêndios no Amazonas.

Manaus em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Manaus teve pico de PM2,5 9,4 vezes acima da referência da OMS.
  • A FAB lançou 36 mil litros de água em três missões em Parintins.
  • Governo federal e órgãos estaduais reforçaram fiscalização e combate aos incêndios.

Manaus registrou, em 8 de outubro, concentração de material particulado fino (PM2,5) 9,4 vezes superior à referência de 25 microgramas por metro cúbico (μg/m³) adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em resposta aos incêndios no Amazonas, o governo federal anunciou reforço da fiscalização e a Força Aérea Brasileira (FAB) informou ter lançado 36 mil litros de água em áreas atingidas pelo fogo.

Poluição e riscos à saúde

A estação FioAres, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), registrou o pico de 235 μg/m³ às 23h do dia 8. Nota técnica do Observatório de Clima e Saúde da Fiocruz e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, aponta piora da qualidade do ar na capital entre 8 e 10 de outubro. As concentrações ficaram próximas de 200 μg/m³ nos dias 8 e 9 e chegaram a 100 μg/m³ no dia 10.

O PM2,5 é formado por partículas pequenas o suficiente para penetrar profundamente nos pulmões e, em determinadas condições, alcançar a circulação sanguínea. Pesquisadores associam a exposição ao aumento do risco de doenças respiratórias e cardiovasculares, como agravamento da asma, infarto e acidente vascular cerebral. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que requerem atenção.

A nota técnica também identifica riscos para comunidades indígenas. Entre 1º e 10 de outubro, foram registrados 1.380 focos de incêndio no Amazonas, dos quais 116 em terras indígenas, segundo dados atribuídos ao Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. Onze polos-base de saúde indígena ligados ao DSEI Manaus demandam atenção diante da qualidade do ar observada e prevista. O levantamento destaca que dificuldades de deslocamento e de acesso a serviços de saúde podem agravar a exposição.

Fiscalização e combate ao fogo

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou, em 13 de outubro, uma atuação integrada do Ibama, do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, das polícias Militar e Federal e do Corpo de Bombeiros. A operação busca identificar responsáveis por incêndios, conter as chamas e evitar novos focos. Os órgãos envolvidos afirmam que a ação humana está na origem da quase totalidade dos incêndios florestais no estado.

A FAB informou que, no dia 12, realizou três missões na região de Parintins com uma aeronave KC-390 equipada com sistema de combate a incêndios. Cada voo lançou cerca de 12 mil litros de água. Para o dia 13, estavam previstos outros três voos: um em Parintins e dois em Itacoatiara.

As infrações podem resultar em multas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, além de embargo de áreas e apreensão de equipamentos, conforme o enquadramento. A nota técnica da Fiocruz e da Sesai também trata do desenvolvimento do sistema AlertAr Saúde, destinado a monitorar e prever a qualidade do ar em territórios indígenas.

Temas

Linha do tempo

  1. Ibama extingue 229 incêndios no Amazonas e combate outros 20
  2. Queimadas no Amazonas sobem 271%; SP mobiliza 30 agentes
  3. Amazonas: emergência em 36 municípios libera apoio federal contra
  4. Queimadas no Amazonas: quatro municípios lideram focos em outubro
  5. Queimadas no Amazonas: FAB inicia voos de combate ao fogo
  6. Incêndios no Amazonas: força-tarefa de SP reforça combate
  7. Amazonas: fumaça suspende aulas em Manaus e encobre Porto Velho
  8. Manaus registra PM2,5 9,4 vezes acima da referência da OMS (esta matéria)

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