China pode bater recorde na produção de carne suína em 2026
Projeção ocorre apesar da queda de 5,4% no consumo per capita e de perdas financeiras prolongadas no setor.
Em resumo
- A produção chinesa pode alcançar novo recorde em 2026.
- O consumo per capita caiu 5,4% no ano passado.
- O setor enfrenta perdas financeiras prolongadas e ajuste lento na capacidade.
A produção de carne suína da China pode alcançar um novo recorde em 2026, mesmo após o consumo per capita recuar 5,4% no ano passado. A avaliação foi apresentada nesta segunda-feira (12) por Wang Zuli, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, durante uma conferência sobre agricultura em Dalian, no nordeste do país.
Produção elevada e consumo em queda
Segundo Wang, a China produziu 59,38 milhões de toneladas métricas de carne suína no ano passado, o maior volume já registrado. No mesmo período, o consumo nacional por pessoa caiu para 26,6 quilos, uma redução de 5,4% em comparação com o ano anterior.
O pesquisador afirmou que o consumo de carne suína permaneceu estável ao longo da última década e pode estar começando a diminuir. A mudança, de acordo com ele, está associada ao envelhecimento e à redução da população chinesa, além da preferência por fontes de proteína mais variadas, como aves, carne bovina e ovina.
A previsão de nova marca histórica para a produção ocorre enquanto a adequação da capacidade do setor avança mais devagar do que o esperado. Esse ritmo ajuda a explicar, segundo a avaliação apresentada, por que a produção pode continuar elevada mesmo diante de sinais de enfraquecimento da demanda.
Setor enfrenta perdas prolongadas
Wang descreveu o momento como difícil para a indústria suína. Segundo o pesquisador, o setor nunca havia enfrentado perdas financeiras profundas que persistissem por três a quatro meses. Ele também afirmou que os acontecimentos recentes estabeleceram marcas históricas, sem detalhar outros indicadores além dos números de produção e consumo citados.
Os dados apresentados apontam, assim, para movimentos diferentes: o volume produzido atingiu recorde no ano passado e pode crescer novamente em 2026, enquanto o consumo per capita diminuiu.
Na conferência realizada em Dalian, o pesquisador relacionou a mudança no consumo à demografia e à diversificação das fontes de proteína. A China registrou 59,38 milhões de toneladas métricas produzidas no ano passado, enquanto o consumo per capita ficou em 26,6 quilos.