Quênia confirma quatro novos casos de Ebola e chega a sete
Ministério da Saúde informou que os novos pacientes estavam em quarentena antes de apresentar sintomas; três são profissionais de saúde.
Em resumo
- Quênia confirmou quatro novos casos e chegou a sete infecções.
- Três novos pacientes são profissionais de saúde; o quarto é parente do caso índice.
- O ministério informou que 128 dos 130 contatos foram rastreados e colocados em quarentena.
O Quênia confirmou quatro novos casos de Ebola da cepa Bundibugyo neste sábado, 17 de outubro, elevando para sete o total de infecções no país, informou o Ministério da Saúde. Três dos novos pacientes são profissionais de saúde que atenderam o primeiro caso queniano; o quarto é parente do paciente índice, que morreu. Todos já estavam em quarentena quando desenvolveram sintomas e receberam o diagnóstico.
Casos ligados ao primeiro paciente
Segundo o ministério, os três profissionais — dois homens e uma mulher, com 29, 35 e 32 anos — atenderam o paciente índice nos dias 3 e 4 de outubro. Eles estavam em quarentena desde 9 de outubro. O parente, do sexo masculino, também estava isolado desde 6 de outubro.
O primeiro paciente chegou ao Quênia vindo do Congo em 3 de outubro. As quatro novas infecções são os primeiros casos conhecidos de transmissão dentro do território queniano. Apesar disso, o Ministério da Saúde afirmou que não há evidências de disseminação do vírus na comunidade.
O órgão informou que 128 dos 130 contatos identificados — 98,5% — foram localizados e colocados em quarentena. A taxa supera a meta global de 85% considerada necessária para interromper a cadeia de transmissão. O ministério também declarou ter rastreado e isolado quase todos os contatos do caso.
Tratamento e contexto do surto
Os segundo e terceiro pacientes confirmados anteriormente estão estáveis e respondem bem ao tratamento de suporte, de acordo com o Ministério da Saúde.
Os casos quenianos estão ligados à epidemia de Ebola no Congo, descrita como o segundo maior surto já registrado, com mais de 9 mil casos e mais de 4 mil mortes. A cepa Bundibugyo não conta com vacinas ou tratamentos aprovados.
A confirmação de infecções entre profissionais que atenderam o primeiro paciente e um familiar dele indica transmissão associada ao caso inicial, enquanto o rastreamento e a quarentena dos contatos seguem como medidas centrais relatadas pelas autoridades quenianas.