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17 de outubro de 2026

Economia

FMI pede apoio a economias afetadas por guerras e alerta fiscal

Comunicado após reuniões em Bangkok destaca riscos à economia global, dívida pública elevada e necessidade de reduzir vulnerabilidades fiscais.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Países-membros defenderam mais apoio a economias afetadas por guerras e energia cara.
  • O FMI alertou para dívida pública elevada e vulnerabilidades fiscais.
  • O organismo avaliou que a economia mundial resistiu melhor do que o esperado, mas os riscos seguem inclinados para baixo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que seus países-membros defenderam ampliar o apoio a economias com dificuldades de financiamento de curto prazo, afetadas por guerras e preços elevados de energia. Em comunicado divulgado após uma semana de reuniões em Bangkok, na Tailândia, o organismo também alertou para riscos à economia global e vulnerabilidades fiscais, apesar de avaliar que o mundo resistiu melhor do que o esperado a uma sequência de choques.

O documento é assinado por Mohammed Al-Jadaan, ministro das Finanças da Arábia Saudita e presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI). Segundo o texto, a resiliência demonstrada pela economia mundial não deve ser considerada garantida, e os riscos globais continuam inclinados para baixo.

Guerras, energia e comércio

Os membros do FMI apontaram que guerras e conflitos provocam custos humanitários e econômicos elevados, com consequências mais severas para as populações pobres e vulneráveis. O comunicado também relacionou interrupções nas cadeias de suprimento e tensões comerciais ao aumento da incerteza e das pressões sobre os preços.

Entre os riscos citados estão o agravamento de conflitos e disputas comerciais, que podem afetar rotas críticas e pressionar commodities, inclusive produtos refinados de energia. O texto também menciona possíveis impactos sobre a segurança energética e alimentar.

O documento observa ainda que avanços rápidos em tecnologias de inteligência avançada têm impulsionado o investimento e o comércio e podem elevar a produtividade. Ao mesmo tempo, afirma que essas tecnologias trazem riscos e incertezas sobre seus efeitos econômicos e financeiros.

Dívida pública e ajuste fiscal

O CMFI alertou que rendimentos mais altos de títulos soberanos em economias sistêmicas podem pressionar as condições financeiras globais. A preocupação ocorre em um cenário de dívida pública elevada e necessidades de refinanciamento, fatores que, segundo o comunicado, podem ampliar vulnerabilidades macrofinanceiras.

Os membros defenderam reduzir com urgência as vulnerabilidades fiscais por meio de consolidação apoiada em planos críveis de médio prazo. A orientação prevê preservar os grupos mais vulneráveis e os investimentos considerados prioritários. O texto também reafirma a importância de políticas consistentes, da cooperação multilateral e da estabilidade macroeconômica e financeira.

O comunicado acrescenta que os bancos centrais permanecem comprometidos com a estabilidade de preços e destaca a independência dessas instituições. O próximo encontro do FMI está previsto para abril de 2027, em Washington, nos Estados Unidos.

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