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09 de outubro de 2026

Saúde

Doenças cardiovasculares matam a cada 72 segundos no Brasil

Sociedade Brasileira de Cardiologia projeta alta de 10,8% nas mortes até 2030, caso as tendências das últimas duas décadas continuem.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • A SBC registra uma morte cardiovascular no Brasil a cada 72 segundos.
  • As mortes podem aumentar 10,8% até 2030 se as tendências persistirem.
  • A taxa padronizada por idade caiu 36% entre os anos 2000 e 2024.

Uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil a cada 72 segundos, segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 8 de outubro. A entidade estima que, se as tendências das últimas duas décadas forem mantidas, o total anual de mortes pode subir 10,8% até 2030, de 417.550 óbitos registrados em 2024 para 462.573.

Projeção depende dos fatores de risco

A SBC apresentou os dados durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro junto ao Congresso Mundial de Cardiologia. A entidade também anunciou uma plataforma com estatísticas sobre mortalidade, incidência, prevalência e fatores de risco das doenças cardiovasculares no país.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, afirmou que a estimativa descreve um cenário provável, não um resultado definitivo. Segundo ele, mudanças na prevalência dos fatores de risco, no acesso a serviços de saúde e nas políticas de prevenção podem alterar a trajetória. A qualidade dos registros de óbitos também pode influenciar as projeções.

Entre os fatores associados ao desenvolvimento dessas doenças, o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, do Instituto do Coração (InCor), citou hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e estresse.

Mortalidade proporcional caiu em duas décadas

Apesar da possibilidade de aumento no número absoluto de óbitos, a taxa de mortalidade cardiovascular padronizada por idade caiu 36% em 20 anos.

Bortolotto relacionou parte da queda à identificação e ao tratamento mais precoces de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em unidades de pronto atendimento e serviços de emergência, que ajudam a reduzir complicações.

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