UFPE prorrogará bolsas após incêndio que atingiu pesquisas
Reitoria estima cerca de 200 trabalhos afetados; PF prevê ouvir suspeitos e avaliar se pode retomar a perícia no prédio.
Em resumo
- Governo anunciou prorrogação de bolsas para pesquisadores afetados.
- Reitoria relatou cerca de 200 trabalhos prejudicados, mas também há estimativa de 80 no prédio.
- PF deve avaliar a segurança do imóvel e prevê ouvir suspeitos.
O governo federal anunciou a prorrogação das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado de pesquisadores afetados pelo incêndio que atingiu um centro de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na noite de 7 de outubro. A reitoria estima que cerca de 200 dissertações e teses em andamento foram prejudicadas. A Polícia Federal (PF), que investiga as causas do fogo, prevê ouvir suspeitos e avaliar se há condições para retomar a perícia no prédio.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, fez o anúncio durante visita ao local em 8 de outubro. Segundo ele, pesquisadores em fase final do doutorado também poderão participar de um chamamento especial para estudar no exterior, em instituições de países como Alemanha, Estados Unidos e França. A medida, afirmou, poderá contemplar ainda estudantes de mestrado e professores em pós-doutorado.
Apoio às pesquisas afetadas
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, disse que a universidade busca evitar a interrupção dos trabalhos e oferecer suporte psicológico a estudantes e professores. De acordo com ele, materiais de pesquisa no prédio foram consumidos pelo incêndio e não há risco de contaminação.
As estimativas sobre o número de trabalhos atingidos diferem nos relatos: a reitoria apontou aproximadamente 200 dissertações e teses em andamento prejudicadas. Gomes também estimou que havia cerca de 80 dissertações e teses de doutorado no prédio. As declarações não detalham se os números consideram o mesmo conjunto de pesquisas.
Barchini anunciou ainda a construção de um novo centro de pesquisas, com custo previsto de R$ 28 milhões, e a destinação de recursos para a compra de equipamentos perdidos. Segundo o ministro, a UFPE também firmou parcerias com instituições nacionais e estrangeiras para apoiar a conclusão das pesquisas. O prejuízo total estimado pelo reitor é de cerca de R$ 100 milhões.
PF avalia segurança do imóvel
A perícia no edifício começou em 8 de outubro, mas foi interrompida devido ao risco estrutural. A PF prevê retornar ao local na manhã do dia 9 para que os peritos avaliem as condições de segurança antes de decidir se podem prosseguir. Ainda não há previsão para a conclusão dos exames. Alguns suspeitos já prestaram depoimento, e a polícia prevê ouvir outros nesta sexta-feira.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias e as causas do incêndio. Até o momento, não há conclusão sobre a origem das chamas nem confirmação de que o fogo tenha sido criminoso. Peritos especializados do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, devem reforçar a equipe em Pernambuco.
O incêndio começou na noite de 7 de outubro e foi controlado na madrugada seguinte. Ninguém ficou ferido.
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