Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Janja por vídeo sobre Farmácia
Representação pede remoção de publicação no Instagram e multa; vídeo também menciona direitos das mulheres e escala 6×1.
Em resumo
- Campanha de Flávio Bolsonaro protocolou representação contra Janja no TSE.
- A defesa pede retirada do vídeo, bloqueio de novas republicações e multa.
- O vídeo aborda Farmácia Popular, direitos das mulheres e escala 6×1.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, protocolou na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a primeira-dama Janja da Silva. O pedido trata de um vídeo publicado por ela no Instagram em 6 de outubro, no qual afirma que um eventual governo de Flávio encerraria o Farmácia Popular, prejudicaria direitos das mulheres e impediria o avanço da discussão sobre o fim da escala 6×1.
O que pede a campanha
A defesa do candidato solicita que o TSE determine a remoção imediata do vídeo e impeça novas publicações ou republicações do mesmo conteúdo. Também pede a retirada de cópias que estejam na plataforma, a notificação da Meta e a aplicação de multa a Janja. A representação sustenta que a publicação pode prejudicar a honra e a imagem do candidato e busca evitar que o conteúdo continue a circular.
No documento, a campanha classifica as declarações como enganosas e descontextualizadas. A defesa afirma que as alegações são apresentadas como fatos sem comprovação e associam uma eventual eleição de Flávio a consequências negativas para a população. Também argumenta que as afirmações não encontram respaldo em planos de governo ou declarações do candidato e que, por isso, ultrapassariam os limites da crítica política.
Conteúdo do vídeo e contexto eleitoral
Além da possível extinção do Farmácia Popular e das referências a direitos das mulheres e à escala de trabalho 6×1, Janja menciona benefícios sociais e o combate ao crime organizado. No vídeo, ela afirma que o crime organizado “dominará o Brasil” caso Flávio chegue à Presidência. A campanha, por sua vez, descreve a publicação como uma peça eleitoral feita durante o segundo turno para favorecer a candidatura adversária e desestimular votos no candidato do PL.
O vídeo foi divulgado depois do primeiro turno. Flávio terminou essa etapa na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, segundo os números citados na representação. A disputa pela Presidência segue, portanto, para o segundo turno.
A ação pede que o TSE intervenha tanto sobre a publicação original quanto sobre cópias e novas divulgações do material. Até o protocolo da representação, o pedido da campanha incluía a remoção imediata do vídeo e a condenação de Janja ao pagamento de multa.