Nidal Hasan: execução por fuzilamento deve ser transmitida ao vivo
Pentágono confirmou a transmissão; a execução está marcada para 3 de dezembro, mas o processo de apelação do ex-major ainda não terminou.
Em resumo
- O Pentágono confirmou que a execução de Hasan será transmitida ao vivo.
- A execução por fuzilamento está marcada para 3 de dezembro, às 14h locais.
- O processo de apelação de Hasan ainda está pendente.
O Pentágono confirmou que a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército dos Estados Unidos condenado pelo ataque a tiros em Fort Hood, será transmitida ao vivo. A pena por fuzilamento está marcada para 3 de dezembro, às 14h, no horário local, mas o processo de apelação ainda não terminou e pode impedir que a execução ocorra na data prevista.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a execução será pública e disse que pretende permitir que as pessoas assistam. Um funcionário do Departamento de Defesa confirmou a transmissão ao vivo, sem apresentar detalhes sobre como ela será feita. Hegseth afirmou que a exposição teria o objetivo de mostrar que há consequências para esse tipo de ataque.
Condenação e data marcada
Hasan foi condenado em 2013 por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 de tentativa de homicídio. Em 5 de novembro de 2009, ele abriu fogo em um prédio médico de Fort Hood, no Texas, onde soldados aguardavam exames e vacinas antes de serem enviados ao exterior. Treze pessoas morreram.
Durante o julgamento, Hasan disse que tinha como alvo militares que seriam enviados ao Afeganistão. O Pentágono anunciou que ele será executado por um pelotão de fuzilamento. A recomendação partiu de Hegseth e foi aprovada pelo presidente Donald Trump, segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell. O secretário interino do Exército, Adam Telle, marcou a execução para 3 de dezembro.
Se realizada, será a primeira execução por fuzilamento conduzida pelo Exército dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. Hegseth declarou que a execução ocorrerá no horário em que Hasan cometeu o ataque, com soldados armados compondo o pelotão.
Regras e recursos pendentes
A transmissão pública pode entrar em conflito com o Regulamento 190-55 do Exército, que determina quem pode presenciar uma execução militar e proíbe a presença de menores. O marechal-preboste geral do Exército pode dispensar certas exigências, desde que a decisão não contrarie uma lei ou norma superior.
A execução militar exige aprovação presidencial e revisão em segunda instância. O advogado John Mills, que trabalha com pessoas condenadas à morte, afirmou que o processo de apelação de Hasan não terminou e que ele pode pedir revisão da condenação e da sentença em um tribunal federal. Segundo Mills, essa etapa provavelmente suspenderia a execução. O advogado também avaliou que não há precedente de execução pública na era moderna.