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30 de outubro de 2026

Política

Davi Alcolumbre pauta PEC da Segurança para terça-feira, 3

Senado deve votar a proposta em 3 de novembro, após adiamento causado por divergências sobre a redução da maioridade penal.

Foto de arquivo de Davi Alcolumbre
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Alcolumbre marcou a votação da PEC para terça-feira, 3 de novembro.
  • A proposta foi retirada da pauta em 15 de outubro por divergências sobre maioridade penal.
  • A PEC prevê integração das forças de segurança e medidas contra organizações criminosas.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC da Segurança Pública na pauta do Plenário para terça-feira, 3 de novembro. A proposta, identificada como PEC 18/2025, havia sido retirada da agenda em 15 de outubro, após senadores não chegarem a um acordo sobre emendas que tratam da redução da maioridade penal.

A votação prevista para a próxima semana ocorre depois de Alcolumbre ter sinalizado que retomaria a discussão após o segundo turno das eleições. A PEC é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. O presidente prometeu criar o Ministério da Segurança Pública se a proposta for aprovada.

Divergência sobre a maioridade penal

O impasse envolve propostas distintas. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defende reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização penal para a maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos, como crimes hediondos. Já o líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), apresentou uma emenda que prevê a redução para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.

A iniciativa de Camilo dividiu a bancada petista. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendia que a PEC fosse votada sem mudanças sobre maioridade penal, deixando o tema para uma discussão posterior. A inclusão de alterações pode exigir que o texto volte à Câmara dos Deputados para nova análise.

O que prevê a proposta

A PEC estabelece o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição e prevê maior integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios. Entre as medidas estão operações conjuntas, compartilhamento de informações e provas e integração de sistemas. O texto também amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal, incluindo o policiamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais.

A proposta prevê regras mais rigorosas para integrantes de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares, além de restrições a benefícios penais e medidas para apreender ou expropriar bens ligados a atividades criminosas.

Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa obter ao menos 49 votos favoráveis em cada um de dois turnos. Se os senadores alterarem o texto aprovado pela Câmara, a matéria deverá retornar aos deputados antes de poder ser promulgada.

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