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30 de outubro de 2026

Mundo

Protestos na Itália reúnem milhares contra custo de vida

Manifestações ocorreram em mais de 50 cidades; agricultores despejaram esterco em ruas de Turim nesta sexta-feira, 30.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Dezenas de milhares protestaram em mais de 50 cidades italianas.
  • As manifestações criticaram o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.
  • Agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim.

Dezenas de milhares de italianos foram às ruas nesta sexta-feira (30), em manifestações realizadas em mais de 50 cidades contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, incluindo saúde e educação. Em Turim, agricultores despejaram esterco nas ruas durante os protestos. A mobilização nacional foi liderada pelo sindicato anticapitalista USB e reuniu trabalhadores dos setores público e privado.

Protestos em grandes cidades

As maiores manifestações ocorreram em Milão, Turim e Roma. Participantes de diferentes idades protestaram contra o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Em Milão, manifestantes exibiram cartazes com palavras de ordem contra o governo. Em Nápoles, alguns queimaram fotos da premiê.

A pauta variou entre as cidades. Em Gênova, trabalhadores portuários protestaram contra a chamada militarização do porto e tentaram impedir a exportação de armamentos fabricados na Itália para zonas de conflito, entre elas Israel. Em Bolonha, estudantes pediram uma revisão da política educacional.

Também houve manifestações contrárias aos gastos militares e sinais de apoio à causa palestina, com participantes agitando bandeiras. O caráter nacional da paralisação reuniu reivindicações diversas, além das críticas ao custo de vida e à qualidade dos serviços públicos.

Adesão e ocorrências

Trabalhadores do setor de transportes planejavam aderir aos piquetes, mas desistiram depois que o ministro dos Transportes, Matteo Salvini, ameaçou aplicar sanções ao setor. O USB, por sua vez, incentivou taxistas a manter as greves, apesar de eles também terem recebido um aviso semelhante.

O Ministério do Interior informou que realizou prisões preventivas antes das marchas com o objetivo de conter a violência. As manifestações transcorreram de forma majoritariamente pacífica durante a tarde, embora tenham ocorrido confrontos isolados.

Em Roma, alguns jovens tentaram incendiar uma caçamba de lixo, mas outros participantes apagaram as chamas rapidamente. A mobilização italiana ocorreu em meio a uma onda de protestos em outros países europeus, motivada por questões como o custo de vida e, em Espanha e Portugal, a crise habitacional.

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