Protestos na Itália reúnem milhares contra custo de vida
Manifestações ocorreram em mais de 50 cidades; agricultores despejaram esterco em ruas de Turim nesta sexta-feira, 30.
Em resumo
- Dezenas de milhares protestaram em mais de 50 cidades italianas.
- As manifestações criticaram o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.
- Agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim.
Dezenas de milhares de italianos foram às ruas nesta sexta-feira (30), em manifestações realizadas em mais de 50 cidades contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, incluindo saúde e educação. Em Turim, agricultores despejaram esterco nas ruas durante os protestos. A mobilização nacional foi liderada pelo sindicato anticapitalista USB e reuniu trabalhadores dos setores público e privado.
Protestos em grandes cidades
As maiores manifestações ocorreram em Milão, Turim e Roma. Participantes de diferentes idades protestaram contra o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Em Milão, manifestantes exibiram cartazes com palavras de ordem contra o governo. Em Nápoles, alguns queimaram fotos da premiê.
A pauta variou entre as cidades. Em Gênova, trabalhadores portuários protestaram contra a chamada militarização do porto e tentaram impedir a exportação de armamentos fabricados na Itália para zonas de conflito, entre elas Israel. Em Bolonha, estudantes pediram uma revisão da política educacional.
Também houve manifestações contrárias aos gastos militares e sinais de apoio à causa palestina, com participantes agitando bandeiras. O caráter nacional da paralisação reuniu reivindicações diversas, além das críticas ao custo de vida e à qualidade dos serviços públicos.
Adesão e ocorrências
Trabalhadores do setor de transportes planejavam aderir aos piquetes, mas desistiram depois que o ministro dos Transportes, Matteo Salvini, ameaçou aplicar sanções ao setor. O USB, por sua vez, incentivou taxistas a manter as greves, apesar de eles também terem recebido um aviso semelhante.
O Ministério do Interior informou que realizou prisões preventivas antes das marchas com o objetivo de conter a violência. As manifestações transcorreram de forma majoritariamente pacífica durante a tarde, embora tenham ocorrido confrontos isolados.
Em Roma, alguns jovens tentaram incendiar uma caçamba de lixo, mas outros participantes apagaram as chamas rapidamente. A mobilização italiana ocorreu em meio a uma onda de protestos em outros países europeus, motivada por questões como o custo de vida e, em Espanha e Portugal, a crise habitacional.