Sébastien Lecornu condena violência e informa 300 feridos na França
Primeiro-ministro disse que 215 alunos e 85 funcionários se feriram durante protestos estudantis; manifestações começaram em 21 de setembro.
Em resumo
- Lecornu informou que 300 pessoas ficaram feridas nos protestos.
- O premiê defendeu a polícia e rejeitou acusações contra os agentes.
- Os atos começaram em 21 de setembro por problemas nas escolas.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, condenou nesta terça-feira (6/10) a violência durante protestos estudantis que atingiram escolas de ensino médio e informou que 215 alunos e 85 funcionários ficaram feridos. A declaração foi feita em sessão de perguntas e respostas na Assembleia Nacional, enquanto manifestações ocorriam em diferentes cidades e a polícia usava gás lacrimogêneo para dispersar participantes.
Defesa da polícia e críticas
Lecornu afirmou que o número de funcionários públicos da educação feridos é o maior registrado em décadas. O premiê também defendeu as forças de segurança e rejeitou acusações de uso deliberado de força excessiva e racismo por policiais. Segundo ele, há “mentiras” sendo disseminadas sobre a atuação dos agentes.
Estudantes, associações de pais e grupos de defesa dos direitos humanos, por outro lado, criticam a resposta policial e acusam as autoridades de empregar força desproporcional contra menores. O governo sustenta que os protestos deixaram de ser exclusivamente estudantis e passaram a incluir episódios de violência urbana. Também afirma que pessoas de fora do movimento participaram de confrontos e danos. Estudantes e organizações de direitos humanos contestam essa avaliação e questionam a dimensão da atuação policial.
Protestos começaram em setembro
A mobilização teve início em 21 de setembro, em uma escola de ensino médio na região metropolitana de Paris. Estudantes se uniram a professores em protesto contra a falta de funcionários e recursos para manter as atividades. A escola recebeu profissionais adicionais, e a greve dos professores terminou. Nos dias seguintes, alunos bloquearam instituições e organizaram novas manifestações.
Os atos também registraram incêndios de lixeiras, barricadas e confrontos com policiais. Mais de 100 escolas tiveram algum tipo de dano desde o começo dos protestos. As manifestações são motivadas principalmente por problemas estruturais do sistema educacional, incluindo falta de profissionais, superlotação e infraestrutura insuficiente.
As escolas de ensino médio têm menos professores do que em 2008, apesar de haver 250 mil alunos a mais, segundo os dados apresentados na reportagem. No ensino público, 70% das salas têm mais de 30 estudantes. O ministro da Educação, Édouard Geffray, reconheceu a necessidade de mudanças, especialmente no ensino médio, e afirmou: “hoje, precisamos fazer mais e melhor”.
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