Balança comercial tem superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro
MDIC reduziu de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões a projeção de saldo positivo para 2026, apesar da alta das exportações no mês.
Em resumo
- O superávit de setembro foi de US$ 7,741 bilhões.
- O MDIC reduziu a projeção de 2026 para US$ 84,4 bilhões.
- Exportações cresceram e importações recuaram em setembro.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,741 bilhões em setembro de 2026, enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reduziu a projeção de saldo positivo para o ano de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6 de outubro. Mesmo após a revisão, a estimativa anual fica 24% acima do resultado de 2025, que foi de US$ 68,1 bilhões.
Exportações avançam e importações recuam
As exportações somaram US$ 34,418 bilhões em setembro, alta de 12,9% ante os US$ 30,5 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. As importações totalizaram US$ 26,678 bilhões, queda de 2,4% em comparação com os US$ 27,3 bilhões do ano anterior. A combinação dos dois resultados levou o saldo comercial a crescer 146,4% sobre setembro de 2025, quando o superávit foi de US$ 3,1 bilhões.
O resultado mensal também superou a expectativa de mercado, que apontava saldo positivo de US$ 7,191 bilhões. A corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 61,1 bilhões, aumento de 5,6% em relação aos US$ 57,8 bilhões de setembro do ano passado.
Na composição das exportações, a indústria de transformação respondeu por US$ 17,7 bilhões; a indústria extrativa, por US$ 9,4 bilhões; e a agropecuária, por US$ 7 bilhões. Por destino, a Ásia recebeu US$ 12,7 bilhões, a Europa US$ 8,2 bilhões, a América do Norte US$ 5,2 bilhões e a América do Sul US$ 4,2 bilhões.
Projeção anual e destinos
Entre as importações, foram US$ 14,9 bilhões em bens intermediários, US$ 4,3 bilhões em bens de consumo, US$ 4,1 bilhões em bens de capital e US$ 3,4 bilhões em combustíveis. A origem de US$ 10,9 bilhões foi a Ásia; US$ 5,6 bilhões vieram da América do Norte; US$ 5,5 bilhões, da Europa; e US$ 2,9 bilhões, da América do Sul.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 6,5% no ano, em meio à tensão relacionada às tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump. As novas taxas entraram em vigor no fim de julho, e o governo brasileiro tenta negociar com representantes dos EUA para reduzi-las ou eliminá-las. No acumulado do ano, a maior queda entre os destinos citados ocorreu nas vendas para a Argentina, com recuo de 18,5%.