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02 de novembro de 2026

Economia

Dario Durigan descarta tabelar juros e usar reservas cambiais

Ministro diz que medidas não estão em avaliação; integrantes do PT defendem discutir proposta de André Lara Resende para reduzir a Selic.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Durigan descartou avaliar o tabelamento de juros ou o uso de reservas cambiais.
  • O governo afirma que as propostas de Lara Resende não estão em discussão oficial.
  • Gleisi Hoffmann e José Sérgio Gabrielli demonstraram receptividade a ideias do economista.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 2 de novembro de 2026 que o governo não avalia tabelar a taxa Selic nem usar reservas cambiais para compensar uma eventual saída de capitais. A declaração ocorre enquanto integrantes do PT demonstram receptividade a propostas do economista André Lara Resende para mudar a coordenação das políticas fiscal e monetária e reduzir os juros.

Governo nega proposta na pauta

Durigan afirmou que não há reunião marcada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Lara Resende. Segundo o ministro, economistas têm se colocado à disposição para conversar com Lula e com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, mas não existe agenda definida com o economista. Mercadante também negou que as ideias estejam em discussão no governo.

O presidente do BNDES declarou que a proposta de tabelar juros não foi discutida durante a campanha presidencial nem está em debate na administração federal.

Apoio de integrantes do PT

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) compartilhou um artigo de Lara Resende sobre política fiscal e monetária e defendeu o conteúdo. Ela também afirmou que conversar sobre uma proposta não significa adotá-la. José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo da campanha petista, avaliou que merece atenção a ideia de criar um conselho para coordenar as políticas fiscal e monetária.

A proposta de Lara Resende prevê um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por estabelecer metas para um período de quatro a cinco anos. O economista sugere que o Banco Central reduza gradualmente a Selic ao longo de cerca de 12 meses, até aproximadamente 7,5% ao ano, e que o patamar seja revisto com o tempo. O plano propõe uma mudança na condução das políticas monetária e fiscal; não se resume a uma decisão imediata de fixar um teto para os juros.

Gabrielli argumenta que o custo dos juros precisa ser considerado no debate sobre as contas públicas. Também comparou o montante com os R$ 364,4 bilhões gastos com saúde e educação em 2025.

O economista afirmou ainda que, em agosto de 2026, os juros nominais somaram R$ 1,2 trilhão em 12 meses, equivalentes a 8,9% do PIB. No mesmo período, o déficit primário do Governo Central correspondeu a 0,62% do PIB.

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