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02 de novembro de 2026

Mundo

Pnuma: emissões globais precisam cair 18% até 2030

Relatório prevê cortes maiores até 2040 e alerta que a trajetória atual pode levar o aquecimento global a 2,8°C neste século.

Imagem ilustrativa: Glaciar em processo de derretimento, ilustrando os impactos do aquecimento global
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • O Pnuma indica corte de 18% nas emissões até 2030, ante 2025.
  • A redução média necessária entre 2025 e 2035 é de 5,7% ao ano.
  • A trajetória atual pode levar o aquecimento a 2,8°C neste século.

As emissões globais de gases de efeito estufa precisam cair 18% até 2030, em relação aos níveis de 2025, para que ainda seja possível limitar o aquecimento e voltar ao patamar de 1,5°C até o fim do século, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A projeção consta do Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026: O Ponto de Retorno, lançado em 2 de novembro.

Cortes necessários

O documento prevê reduções de 45% até 2035 e de 69% até 2040, sempre na comparação com 2025. Para alcançar a primeira etapa, seria necessário diminuir as emissões a uma média de 5,7% ao ano entre 2025 e 2035. O Pnuma estima que, mesmo com esses esforços, o aquecimento poderia ficar entre 1,7°C e 1,8°C antes de retornar a 1,5°C até 2100.

O relatório considera que as medidas exigidas vão além dos compromissos apresentados nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), planos nacionais de ação climática. Ainda assim, o órgão afirma que manter o aquecimento em 1,5°C ou menos continua possível.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ultrapassar a meta não significa abandoná-la e que ainda é possível limitar a duração e a intensidade desse excesso, com retorno a menos de 1,5°C até o fim do século.

Projeções e políticas avaliadas

Se a trajetória atual for mantida, o aquecimento poderá chegar a 2,8°C neste século. Mesmo com o cumprimento integral das NDCs e a restauração de biomas capaz de neutralizar as emissões globais até 2050, a projeção apresentada pelo Pnuma é de 2,1°C.

Entre os efeitos associados ao aumento da temperatura, o relatório cita a elevação do nível do mar, danos a ecossistemas como os recifes de coral, ondas de calor, incêndios florestais e mudanças na criosfera — que inclui geleiras, calotas polares, gelo marinho, solo congelado e neve. Um dos exemplos é o possível derretimento de um quarto das geleiras do planeta, acompanhado de elevação do nível do mar de até 12,5 centímetros e de efeitos permanentes sobre a disponibilidade de água potável em várias localidades.

O estudo analisou mais de 220 avaliações de políticas adotadas em diferentes países. Segundo o Pnuma, medidas no setor elétrico reduziram as emissões, em média, em 9%. Instrumentos econômicos, como impostos sobre carbono e comércio de captação, registraram cortes entre 5% e 13%. A diretora executiva do órgão, Inger Andersen, afirmou que os exemplos mostram ser possível reduzir emissões rapidamente e defendeu políticas de cortes profundos e sustentáveis.

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