S&P rebaixa nota de crédito da CSN para B- e mantém perspectiva
Agência citou resultados mais fracos na mineração e alavancagem elevada; empresa afirma negociar venda de ativos para reduzir a dívida.
Em resumo
- S&P reduziu a nota da CSN de B para B-.
- A perspectiva negativa aponta possibilidade de novos cortes.
- A venda de ativos é considerada para reduzir dívida e custos financeiros.
A S&P rebaixou em 20 de outubro de 2026 a nota de crédito da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de B para B- e definiu perspectiva negativa, indicando a possibilidade de novos cortes nos próximos meses. A agência atribuiu a decisão aos resultados mais fracos da mineração e à alavancagem elevada do grupo, que afirma negociar a venda de ativos para reduzir o endividamento.
Dívida e desempenho da mineração
A mudança na avaliação de crédito ocorre em meio às dificuldades da CSN para converter seus ativos em valor para os acionistas, apontadas como uma preocupação dos investidores. A companhia atua em siderurgia, mineração, cimento e infraestrutura.
A diversificação dos negócios demanda capital e, combinada ao nível de endividamento, pesa sobre a empresa, segundo Luca Vello, analista de ações da Genial Investimentos. Ele afirmou que manter várias operações exige recursos para fazê-las funcionar e destacou a alavancagem como um fator adicional de pressão.
A perspectiva negativa estabelecida pela S&P sinaliza que a nota ainda pode ser reduzida nos meses seguintes. A avaliação, conforme a agência, considera o desempenho mais fraco da mineração e a alavancagem elevada.
Venda de ativos no radar
A venda da CSN Cimentos é vista como uma alternativa para diminuir a dívida e os custos financeiros. A transação vinha sendo aguardada desde o começo do ano, mas a demora para avançar levou à menção de uma possível oferta pública inicial de ações (IPO) da divisão de cimento.
Inicialmente, esperava-se que a operação gerasse entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, considerando a venda do segmento de infraestrutura junto com a de cimentos. Com as negociações separadas, porém, o valor atribuído à divisão de cimentos foi reduzido para perto de R$ 12 bilhões, de acordo com Vello. Os valores mencionados são estimativas para as operações, não confirmação de uma venda concluída.
A companhia afirma que negocia a venda de ativos como medida para reduzir o endividamento.