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08 de outubro de 2026

Economia

Mineração no Brasil atrai US$ 8,8 bilhões em captações e negócios

Levantamentos da A&M apontam mais de US$ 600 milhões para juniors desde julho de 2025 e US$ 8,2 bilhões em fusões e aquisições desde janeiro de 2025.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Juniors captaram mais de US$ 600 milhões desde julho de 2025.
  • Fusões e aquisições somaram US$ 8,2 bilhões desde janeiro de 2025.
  • Terras raras representaram 42% do valor das transações mapeadas.

Empresas juniores de mineração com projetos no Brasil captaram mais de US$ 600 milhões desde julho de 2025, enquanto fusões e aquisições no setor somaram US$ 8,2 bilhões desde janeiro daquele ano. Os dados são de levantamentos da Alvarez & Marsal (A&M) e indicam a força do interesse por minerais críticos, incluindo terras raras, em diferentes etapas da cadeia mineral.

Captações financiam projetos em desenvolvimento

Segundo a A&M, o valor captado pelas chamadas juniors veio de ofertas em bolsas e aportes de investidores estratégicos. Ouro e terras raras estão entre os segmentos que mais atraíram recursos. Esse capital financia etapas de exploração, como sondagens, estudos geológicos, testes metalúrgicos e avaliações econômicas — atividades que exigem investimento antes de os projetos gerarem receita.

Entre as operações citadas estão a captação de US$ 120 milhões pela Viridis Mining para avançar o projeto Colossus, em Minas Gerais, e a obtenção de US$ 50 milhões pela Aclara Resources para desenvolver o projeto Carina, em Goiás. A Amapá Minerals levantou C$ 140 milhões em uma oferta na Bolsa de Toronto, enquanto a Alurion Resources captou A$ 50 milhões na Bolsa Australiana.

Rafael Marchi, diretor-geral da A&M, atribuiu a concentração de captações no exterior à estrutura dos mercados canadense e australiano e ao custo de oportunidade para investidores brasileiros. “Taxa de juros muito alta incentiva o dinheiro na renda fixa, sem muito risco”, afirmou. No Brasil, o projeto de lei 4.975/2023 propõe ações específicas para financiar pesquisa mineral e prevê dedução tributária para investidores, conforme as despesas exploratórias sejam comprovadas. A proposta aguarda parecer na Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Fusões e aquisições aceleraram em 2026

Dos US$ 8,2 bilhões contabilizados, US$ 5,9 bilhões foram anunciados em 2026, ante US$ 2,3 bilhões em todo o ano anterior. Oito negócios, avaliados em US$ 4,6 bilhões, foram concluídos; outros cinco, que somam US$ 3,6 bilhões, ainda dependiam de fechamento ou aprovações.

As terras raras responderam por 42% do valor total, segundo a A&M, com duas operações: a aquisição da Serra Verde pela americana USA Rare Earth, avaliada em US$ 2,8 bilhões, e o acordo da australiana Lynas para comprar a Meteoric Resources por cerca de US$ 672 milhões. A compra da Serra Verde foi concluída em setembro de 2026; o acordo da Lynas foi anunciado no fim daquele mês.

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