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29 de outubro de 2026

Economia

Ri Happy obtém processamento de recuperação extrajudicial em SP

Justiça deu 90 dias para o grupo buscar apoio da maioria dos credores e suspendeu por 180 dias ações relativas às dívidas incluídas no plano.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Justiça autorizou o processamento da recuperação extrajudicial da Ri Happy e de outras cinco empresas.
  • O grupo tem 90 dias para obter apoio da maioria dos credores de cada companhia.
  • A decisão suspendeu por 180 dias ações ligadas às dívidas incluídas no plano.

A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo autorizou, na sexta-feira (23), o processamento da recuperação extrajudicial da Ri Happy e de outras cinco empresas ligadas ao grupo. A decisão permite que as companhias negociem dívidas e prevê prazo de 90 dias para obter o apoio da maioria dos credores de cada empresa.

A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira também suspendeu por 180 dias as ações e execuções relacionadas às dívidas incluídas no plano. Segundo a decisão, a medida busca proteger as negociações de atos individuais que possam comprometer a atividade das empresas ou a análise coletiva da proposta.

Tramitação conjunta, mas adesões separadas

Além da Ri Happy, o pedido envolve a PBKids Brinquedos, a Partout Administração de Franquias e Bens, a News Toys Comércio, Distribuição e Importação, a Brincar Marcas e Participações e a DRH Casa de Festa. A magistrada autorizou que os processos tramitem em conjunto, mas não aprovou a consolidação substancial. Com isso, cada empresa deverá demonstrar que obteve o apoio da maioria de seus próprios credores.

A decisão nomeou uma administradora judicial para fiscalizar o procedimento e verificar as adesões ao plano. Depois que a maioria dos credores for comprovada, será publicado um edital. Eventuais credores discordantes poderão apresentar contestações em até 30 dias. Só depois dessa etapa a Justiça decidirá se homologa o plano.

Motivos apresentados pela varejista

No pedido, o grupo afirmou que precisa reorganizar suas obrigações diante de fatores econômicos, financeiros e de mercado que afetaram as atividades e a capacidade de pagamento.

A Ri Happy é controlada pela BluSun Capital Partners e tem mais de 300 lojas, entre unidades próprias e franquias. A rede informou que emprega diretamente mais de 2,6 mil pessoas.

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