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29 de outubro de 2026

Economia

Casas Bahia: Justiça autoriza recuperação e mantém suspensão de

Grupo e outras nove empresas terão 30 dias para entregar documentos pendentes; credores ainda deverão analisar o plano.

Imagem ilustrativa: Fachada de uma loja de varejo em um centro comercial
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Justiça autorizou o processamento da recuperação do grupo e de outras nove empresas.
  • A suspensão de ações e execuções foi mantida, com exceções previstas em lei.
  • As empresas têm 30 dias para entregar documentos pendentes.

A Justiça de São Paulo autorizou, na quarta-feira (21), o processamento da recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas. A decisão da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais também manteve a suspensão de ações e execuções contra as companhias, com as exceções previstas em lei, como as execuções fiscais.

O aval permite que o processo de recuperação tenha início, mas não significa que o plano de renegociação das dívidas tenha sido aprovado. A proposta ainda será submetida aos credores. A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou que as pendências nos documentos apresentados são pontuais e podem ser corrigidas durante o andamento do processo.

Documentos e prazos

As empresas terão 30 dias para apresentar documentos que ainda faltam. Entre eles estão dados do fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, projeções financeiras individualizadas e uma relação atualizada de credores. Se o grupo não cumprir a determinação, a autorização para iniciar o processo poderá ser revogada.

Depois, serão enviados ofícios às presidências dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho para pedir cooperação e colocar os valores à disposição do juízo da recuperação, em conta vinculada ao processo.

A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial. Caberá à empresa acompanhar e fiscalizar as atividades das companhias durante a recuperação e apresentar relatórios à Justiça. Pedidos de habilitação de créditos e divergências sobre valores informados deverão ser encaminhados diretamente à administradora.

Credores ainda poderão contestar valores

Após a publicação do edital, os credores terão 15 dias para apontar divergências nos valores apresentados pelo grupo ou informar a existência de créditos que não estejam na relação entregue pelas empresas.

A juíza delimitou que, nesta etapa, a análise se restringe ao cumprimento dos requisitos legais e à regularidade dos documentos. A decisão não examina de forma aprofundada a viabilidade econômica das empresas nem antecipa a posição dos credores sobre o plano.

O Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial em 16 de agosto de 2026 para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e manter as operações.

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Linha do tempo

  1. Casas Bahia: Justiça de SP inicia análise do pedido de recuperação
  2. Casas Bahia: Justiça autoriza recuperação e mantém suspensão de (esta matéria)

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