Pular para o conteúdo

30 de outubro de 2026

Economia

Ibovespa tem 5ª queda seguida com temor fiscal e pressão externa

Índice chegou a recuar 1,29% na sexta-feira, enquanto dólar avançava; perdas acumuladas na semana poderiam superar recorde de 2020.

Imagem ilustrativa: Painel eletrônico com cotações da bolsa de valores e investidores acompanhando o mercado
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Ibovespa chegou à quinta queda consecutiva e recuou até 1,29% durante a manhã.
  • Investidores acompanharam incertezas fiscais no Brasil e baixas nas bolsas internacionais.
  • Perda semanal de 17,5% poderia superar o recorde negativo de março de 2020.

O Ibovespa registrava a quinta sessão consecutiva de queda nesta sexta-feira (30), em meio à cautela dos investidores com as contas públicas brasileiras e à desvalorização das bolsas no exterior. Às 11h42, o índice recuava 0,42%, aos 168.480,95 pontos, e chegou a cair 1,29% durante a manhã. Por volta das 12h20, a baixa era de 1,2%, aos 167.164,06 pontos.

Pressões no Brasil e no exterior

A sequência negativa ocorre depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Investidores aguardam sinais sobre a política econômica do próximo mandato, incluindo a condução fiscal e a composição da equipe econômica a partir de 2027. Segundo o economista e consultor financeiro Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, ainda não houve anúncio de medidas de ajuste que reduza a incerteza do mercado.

O movimento também acompanhava as bolsas ocidentais em queda e a retração do minério de ferro, que recuou 1,18% em Dalian. Em Nova York, o Nasdaq chegou a cair 2,12%, de acordo com as cotações registradas durante a manhã. Entre as preocupações externas estavam resultados abaixo das expectativas de Amazon e Intel e dúvidas sobre o retorno dos investimentos elevados em inteligência artificial. A alta do petróleo também reforçava temores de inflação e de juros globais mais altos.

O dólar subia durante a sessão. Por volta do meio-dia, era negociado a R$ 5,405, com avanço de 0,32%, e chegou a atingir R$ 5,45 na máxima do dia. O movimento refletia a busca por proteção em meio às incertezas domésticas e ao cenário internacional, segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.

Balanços movimentam ações

Os resultados de empresas brasileiras também influenciavam os negócios. A Vale informou lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre, queda de 53% na comparação anual. A mineradora atribuiu o resultado, entre outros fatores, a preços realizados mais baixos para o minério de ferro e a custos maiores com frete e combustível. Apesar da queda do lucro, as ações da empresa avançavam durante a manhã.

A Usiminas divulgou lucro líquido de R$ 243 milhões no terceiro trimestre, abaixo da expectativa de R$ 300,11 milhões mencionada nas estimativas de mercado. Seus papéis recuavam.

Com o fechamento da quinta-feira, o Ibovespa acumulava baixa de 17,5% na semana. Se a perda se mantivesse até o encerramento do pregão de sexta, poderia superar o recuo semanal de 15,6% registrado na semana encerrada em 13 de março de 2020, durante a pandemia de covid-19.

Temas

Linha do tempo

  1. Goldman Sachs vê margem de vitória como fator para o mercado
  2. Ibovespa cai 13,88% após reeleição de Lula e apaga ganhos
  3. Ibovespa cai 3,08% e acumula recuo de 17% na semana
  4. Ibovespa tem 5ª queda seguida com temor fiscal e pressão externa (esta matéria)

Compartilhe

Leia também

Sua privacidade

Usamos apenas o armazenamento essencial do seu navegador (preferências de tema, fonte e matérias salvas). Com sua permissão, exibimos anúncios do Google, que podem usar cookies. Política de privacidade.

Escolha o que permitir