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16 de outubro de 2026

Economia

Dólar oscila e prefixados do Tesouro voltam a superar 13%

Taxas dos títulos subiram após o recuo pós-primeiro turno; dólar caiu 0,21% na tarde de 16 de outubro, em semana de ajustes.

Imagem ilustrativa: Notas de real e documentos financeiros que remetam a títulos públicos e mercado brasileiro
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Prefixados voltaram a pagar acima de 13% ao ano.
  • O dólar caiu 0,21% na tarde de 16 de outubro.
  • Pesquisas apontaram disputa apertada para o segundo turno.

O dólar operava em leve queda e os juros dos títulos públicos voltaram a subir na sexta-feira, 16 de outubro, em uma semana de ajustes após a valorização dos ativos brasileiros que se seguiu ao primeiro turno das eleições. Às 14h03, títulos prefixados do Tesouro Direto voltaram a oferecer taxas acima de 13% ao ano; por volta das 14h50, o dólar era negociado a R$ 5,077, com baixa de 0,21% no dia.

Taxas dos títulos voltam a subir

O Tesouro Prefixado 2032 pagava 13,04% ao ano, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 oferecia 13,05%. O Prefixado 2029 estava em 12,86%. Na sexta-feira anterior, dia 9, as taxas dos títulos 2032 e 2037 eram de 12,49% e 12,51%, respectivamente. A alta desde então foi de 55 e 54 pontos-base.

A reversão foi parcial: em 2 de outubro, antes da votação, os mesmos papéis ofereciam 14,21% e 14,28%. Também subiram as taxas dos títulos atrelados à inflação. O Tesouro IPCA+ 2032 pagava IPCA mais 6,83%, ante 6,68% no fechamento da semana anterior. Para os vencimentos de 2040 e 2050, as taxas eram de IPCA mais 6,75% e 6,72%. O Tesouro Selic 2031 oferecia Selic mais 0,0979% ao ano.

Taxas maiores representam remuneração superior para novas aplicações, mas podem reduzir o preço de mercado dos títulos que o investidor já possui. Isso ocorre porque os preços dos papéis e as taxas negociadas se movem em direções opostas, mecanismo conhecido como marcação a mercado.

Câmbio e cenário eleitoral

Na véspera, o dólar havia fechado em alta de 1,17%, a R$ 5,087. Durante o pregão de sexta-feira, a cotação variou entre R$ 5,068 e R$ 5,096. No mês, a moeda acumulava queda de 1,69%; em 2026, recuava 7,32%. O Ibovespa, por sua vez, subia 0,06%, aos 204.451,82 pontos, às 14h25, após ter recuado 1,06% na sessão anterior. O índice ainda acumulava alta de 9,64% em outubro.

A disputa presidencial continuava no radar dos investidores. Pesquisas CNT/MDA e Futura Inteligência divulgadas na sexta-feira apontaram diferenças pequenas entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva: 0,9 e 1,5 ponto percentual, respectivamente, ambas dentro das margens de erro dos levantamentos. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Temas

Linha do tempo

  1. Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula
  2. Flávio Bolsonaro aparece à frente em 9 de 10 pesquisas
  3. Ibovespa recua e dólar sobe com disputa presidencial mais apertada
  4. Lula tem 49,3% de desaprovação e empata com Flávio
  5. Dólar oscila e prefixados do Tesouro voltam a superar 13% (esta matéria)
  6. Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula, 48%, diz Gerp

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