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12 de outubro de 2026

Economia

União Europeia limita a 350 mil importações de híbridos da China

Plano prevê teto anual por quatro anos, com reajuste de 6%, e pode entrar em vigor no início de dezembro; Pequim pede tratamento não discriminatório.

Imagem ilustrativa: Veículos híbridos em uma linha de montagem ou expostos em um centro automotivo, sem marcas identificáveis
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A UE planeja limitar a 350 mil por ano as importações de híbridos chineses.
  • Pequim pediu cotas não discriminatórias e compatíveis com as regras da OMC.
  • O teto pode começar a valer em dezembro e terá reajuste anual de 6%.

A União Europeia planeja limitar a 350 mil unidades por ano as importações de veículos híbridos e híbridos plug-in da China, em uma medida que pode entrar em vigor no início de dezembro. Após o entendimento comercial firmado entre as partes, o Ministério do Comércio chinês pediu que as exportações do país recebam tratamento não discriminatório e que qualquer cota respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Limite e objetivo do bloco

Um alto funcionário da União Europeia afirmou que o plano é conter as importações chinesas durante os próximos quatro anos. O teto anual terá um aumento fixo de 6%, segundo o funcionário. A medida busca reduzir pela metade a participação de mercado da China no bloco e, conforme a mesma fonte, cortar em mais da metade as exportações chinesas de híbridos para a Europa.

O entendimento foi alcançado em reuniões realizadas em Pequim nos dias 8 e 9 de outubro. Participaram das conversas o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic. A cota de 350 mil unidades foi informada por um representante europeu; o Ministério do Comércio da China não divulgou o número nem outros detalhes do limite.

Pedido de Pequim

Em comunicado divulgado na segunda-feira, 12 de outubro, o ministério chinês afirmou que a cota destinada ao país não pode ser inferior à concedida a qualquer outra origem de importação.

Para sustentar que o arranjo ainda permite expansão das vendas, o ministério citou dados da União Europeia: o bloco importou 107 mil híbridos chineses em 2024 e 302 mil em 2025. Pequim vinha rejeitando restrições voluntárias às exportações, sob o argumento de que elas violariam as regras da OMC e prejudicariam a concorrência.

O pacote comercial inclui ainda uma redução de tarifas chinesas sobre cerca de 4 bilhões de euros em produtos europeus, entre eles autopeças, calçados, sorvete e azeite de oliva. Separadamente, a União Europeia continuará examinando compromissos de preços por empresa e outros procedimentos relacionados à disputa sobre subsídios a veículos elétricos chineses, após um entendimento firmado em janeiro para buscar uma solução negociada.

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