TSE fará análise urgente sobre canal “Exército do Lula”
Nunes Marques pediu que área técnica avalie possível circulação coordenada de conteúdos e riscos à integridade do processo eleitoral.
Em resumo
- Nunes Marques pediu análise técnica urgente sobre o canal.
- O TSE deverá verificar circulação de conteúdo e possível coordenação.
- O caso foi encaminhado ao plenário após decisões divergentes.
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação deverá verificar a circulação de conteúdos questionados em outras plataformas e a eventual existência de ação coordenada para ampliar seu alcance.
O pedido de análise ocorre após decisões divergentes no tribunal sobre o funcionamento do canal. No domingo (11), Nunes Marques havia ordenado a suspensão, atendendo a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu provisoriamente o canal e determinou que o caso seja apreciado pelo plenário do TSE.
O que a área técnica deverá verificar
A assessoria deverá informar se identificou conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos analisados no processo em outros canais e plataformas digitais. Também deverá apurar se houve atuação coordenada para disseminá-los, indicar se já havia identificado irregularidades relacionadas ao canal e detalhar eventuais providências adotadas.
Nunes Marques pediu ainda que sejam apresentados os elementos técnicos disponíveis para avaliar possíveis riscos à integridade do processo eleitoral. A determinação não é uma conclusão sobre a existência de disseminação coordenada: o levantamento solicitado deverá fornecer informações para a análise do caso.
Na decisão que restabeleceu o funcionamento, Cueva determinou que o canal não veicule conteúdos falsos já examinados pelo TSE. Conforme a decisão, o descumprimento dessa restrição poderá levar a uma nova suspensão. O corregedor também apontou a necessidade de o plenário avaliar a questão.
Reunião prevista para terça-feira
O encontro deverá tratar da conduta das campanhas no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
Lula criticou no domingo a ordem inicial de suspensão do canal e afirmou que seus advogados pediriam explicações sobre o critério adotado. O presidente também disse que percebia decisões tendenciosas contra sua candidatura, segundo declaração dada a jornalistas antes de um ato em São Paulo.
O canal foi criado e é coordenado por Janones. O pedido de suspensão foi apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto a análise do caso pelo plenário foi determinada por Cueva. A equipe técnica do TSE deverá reunir os dados solicitados por Nunes Marques com máxima urgência.
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- TSE manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp
- TSE restabelece canal “Exército do Lula” e leva caso ao plenário
- TSE fará análise urgente sobre canal “Exército do Lula” (esta matéria)