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12 de outubro de 2026

Agro

Embrapa aponta queda de até 50% na safra de Roraima

Estiagem associada ao El Niño começou em julho; perdas na soja podem chegar à metade da produção, com prejuízo estimado em R$ 2 bilhões.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A safra de Roraima pode cair de 30% a 50% em 2026.
  • A produção de soja deve recuar pela metade, com prejuízo estimado em R$ 2 bilhões.
  • Especialistas recomendam evitar o fogo e usar medidas para conservar a umidade do solo.

A falta de chuvas começou em julho, quando as lavouras precisavam de água para crescer e para o enchimento dos grãos. A estiagem deve se estender até março de 2027.

Perdas no campo

O calendário de chuvas de Roraima é invertido em relação ao restante da Amazônia. De acordo com a nota técnica, essa característica contribuiu para que a seca associada ao El Niño começasse mais cedo no estado.

Pequenos agricultores estão entre os mais afetados. Sérgio Fernandes Medeiros relatou perda total em sua lavoura e disse que a expectativa para a produção deste ano é praticamente zero. As perdas também atingem propriedades de maior porte: a safra de soja deve cair pela metade, segundo a Associação dos Produtores de Soja de Roraima (Aprosoja-RR).

A entidade estima prejuízo de R$ 2 bilhões para o setor da soja. Seu presidente, Murilo Ferrari, afirmou que produtores podem terminar o ano sem conseguir pagar compromissos e contas.

Nível dos rios e prevenção

O Rio Branco, principal curso d’água de Roraima, registrou 63 centímetros em Boa Vista no domingo, 11 de outubro, segundo a medição citada na nota. O período de seca no estado costuma ocorrer de outubro a março. A estiagem prolongada também reduz a água disponível no solo e nos rios e aumenta o risco de incêndios florestais.

Roraima registrou 2.035 focos de calor em 2026, conforme dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número supera em 36,9% os 1.539 focos contabilizados em todo o ano de 2025. Focos de calor indicam áreas com ressecamento e elevação de temperatura, que podem favorecer incêndios.

Para proteger plantações e criações de animais, especialistas recomendam suspender o uso do fogo na limpeza de áreas rurais, cobrir o solo com palha para conservar a umidade e adotar irrigação por gotejamento.

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