USP recebe autorização para testar vacina contra malária em humanos
Estudo de fase 1 prevê 48 voluntários saudáveis; imunizante é voltado à malária vivax, forma mais comum da doença.
Em resumo
- Anvisa autorizou testes em humanos de vacina contra a malária vivax.
- A fase 1 prevê 48 voluntários e acompanhamento por um ano.
- O Brasil registrou 118.037 casos de malária em 2025.
Uma vacina contra a malária vivax desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e instituições parceiras recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar testes em humanos. A formulação seguirá para estudos clínicos de fase 1, que avaliarão sua segurança, possíveis reações e a resposta imunológica dos participantes.
O aval foi concedido conforme a resolução nº 3.956, publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro. O projeto reúne a USP, o Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a farmacêutica Cristália.
Como será a primeira etapa
Os participantes serão distribuídos entre grupos que receberão a vacina e grupos que receberão placebo, uma preparação sem o princípio ativo.
Cada participante receberá três aplicações, com intervalo de 28 dias entre elas. Depois, os voluntários serão acompanhados durante um ano. Na fase 1, os pesquisadores vão observar a segurança do imunizante, eventuais reações após a aplicação e se ele estimula a produção de anticorpos.
A malária vivax é a forma mais comum da doença.
Etapas seguintes dependem dos resultados
A previsão é que essas etapas incluam cerca de 300 pessoas no Brasil, principalmente na Amazônia, e que, posteriormente, o estudo também envolva outros países.
Não há prazo informado para o encerramento das etapas clínicas.
Casos seguem concentrados na Amazônia
Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos em 2025, queda de 15% em relação ao ano anterior.
O governo federal estabeleceu a meta de interromper a transmissão local da malária no Brasil até 2035.