Arábia Saudita acusa Irã enquanto houthis atacam palácio no Iêmen
Ataque ao complexo presidencial matou dois seguranças; governo iemenita informou que o primeiro-ministro está seguro.
Em resumo
- A Arábia Saudita acusou o Irã de armar e treinar os houthis.
- Ataque ao complexo presidencial matou dois seguranças.
- O governo iemenita informou que o primeiro-ministro está seguro.
A Arábia Saudita acusou o Irã de fornecer armas, treinamento e apoio aos rebeldes houthis, enquanto o grupo atacou um complexo presidencial no Iêmen e matou dois seguranças. Os houthis disseram que tinham como alvo um suposto centro de operações militares sauditas instalado no local. O governo iemenita informou que o primeiro-ministro está seguro.
Acusações sauditas contra Teerã
Em 15 de outubro, Rayed Krimly, vice-ministro saudita responsável pela diplomacia, afirmou que o Irã incentiva a escalada dos confrontos entre os houthis e as forças do governo iemenita. Segundo Krimly, Teerã continua oferecendo armas, treinamento e apoio aos rebeldes. Ele também acusou o governo iraniano de violar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao manter esse suporte.
Krimly declarou que a Arábia Saudita mantém canais de comunicação com o Irã, mas que, na avaliação saudita, o governo iraniano não demonstrou disposição para negociar concessões. Segundo ele, aquela foi a última comunicação entre os governos, ocorrida algumas semanas antes.
Ataque ao complexo presidencial
No ataque ao complexo presidencial, os houthis afirmaram que pretendiam atingir uma instalação militar saudita que, segundo o grupo, funcionaria no local. A informação oficial divulgada foi a de que o primeiro-ministro estava em segurança; dois integrantes da segurança do complexo morreram.
A ofensiva ocorre em meio à retomada dos confrontos no Iêmen. A guerra civil opõe os houthis às forças governamentais, que recebem apoio saudita, enquanto os rebeldes são apoiados pelo Irã. A Arábia Saudita também foi alvo de ataques nos últimos dias, entre eles uma ofensiva contra o aeroporto internacional de Riade, descrita como a mais mortal em anos.
Os houthis controlam parte do território iemenita desde 2011. A Arábia Saudita liderou uma coalizão militar para conter o avanço do grupo. Um acordo mediado pela ONU em 2022 reduziu as hostilidades, mas não encerrou a guerra nem resolveu as divergências entre as partes. Segundo a ONU, a crise humanitária no Iêmen está entre as mais graves do mundo, e a maior parte da população depende de assistência humanitária.
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