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08 de outubro de 2026

Saúde

OMS divulga diretrizes para tratar obesidade em crianças

Orientações globais recomendam mudanças no estilo de vida e restringem medicamentos e cirurgia conforme idade e gravidade.

Organização Mundial da Saúde em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A OMS divulgou suas primeiras orientações globais para tratar obesidade infantojuvenil.
  • Para menores de 10 anos, a entidade não recomenda medicamentos nem cirurgia bariátrica.
  • Medicamentos podem ser considerados para adolescentes apenas em último caso.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou pela primeira vez orientações globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. A entidade afirma que 170 milhões de pessoas de 5 a 19 anos estão acima do peso no mundo.

Recomendações por idade

Entre adolescentes de 10 a 19 anos com obesidade, medicamentos devem ser considerados apenas como último recurso, segundo as diretrizes. Isso pode ocorrer se um programa supervisionado de mudanças no estilo de vida não conseguir reduzir o peso ou amenizar complicações. A recomendação admite que o tratamento possa incluir canetas emagrecedoras, mas não indica um medicamento específico.

A cirurgia bariátrica também pode ser considerada para adolescentes com obesidade grave. As orientações foram divulgadas em meio à popularização e ao uso indiscriminado de canetas emagrecedoras, conforme a apresentação das recomendações da OMS.

Ambiente e acompanhamento

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) defende que crianças e adolescentes tenham um ambiente que facilite a alimentação saudável e a prática de atividades físicas. Fabíola Suano, presidente do Departamento Científico de Nutrologia da entidade, afirmou que a proteção deve incluir condições seguras para exercícios, redução do tempo de tela e atividades lúdicas, como correr e brincar ao ar livre.

A importância do acompanhamento também aparece em um exemplo de Brasília. No início de 2026, a Secretaria de Saúde conferiu o peso de alunos de uma escola pública e constatou que um em cada três estava acima do peso. Uma mãe relatou que, após receber ajuda de um nutricionista, percebeu mais disposição na filha para correr e brincar.

As orientações da OMS abordam, portanto, diferentes opções de cuidado, mas colocam as mudanças no estilo de vida e o acompanhamento como base do tratamento. Para os adolescentes, medicamentos e cirurgia aparecem como possibilidades em situações específicas, conforme a idade, a resposta às medidas supervisionadas e a gravidade da obesidade.

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