PT aciona Justiça por ônibus em São Paulo no segundo turno
Coligação de Lula afirma que 60% da frota circulava; Prefeitura cita prazo inferior a 12 horas para cumprir decisão que exigiu 100%.
Em resumo
- Coligação de Lula denunciou circulação de cerca de 60% da frota de ônibus.
- Decisão judicial determinou oferta de 100% da frota regular de dias úteis.
- Prefeitura afirmou que comunicou as empresas, mas apontou prazo curto para reorganizar a operação.
A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (25) e afirmou que cerca de 60% da frota de ônibus de São Paulo estava em operação no segundo turno das eleições de 2026. A denúncia questiona o cumprimento de uma decisão judicial que determinou a oferta de 100% da frota regular de dias úteis. A Prefeitura disse que comunicou a ordem às concessionárias, mas alegou que o prazo curto trouxe dificuldades operacionais.
Decisão determinou frota integral
No sábado (24), o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiago Ducatti Machado, determinou que o município disponibilizasse toda a frota operacional de ônibus à população no dia da votação. A decisão se baseou na Resolução TSE nº 23.751/2026, que prevê transporte coletivo urbano nos dias de eleição com frequência compatível com a dos dias úteis.
A petição apresentada pela coligação relata que empresas de ônibus operavam com aproximadamente 60% dos veículos e pede que a Prefeitura e a SPTrans restabeleçam a circulação integral até o encerramento da votação e o retorno dos eleitores para casa.
A decisão prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento. O coordenador jurídico da campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, também afirmou que a equipe avaliava pedir ao Tribunal Superior Eleitoral a ampliação do horário de votação diante de relatos de problemas de transporte em São Paulo e na Bahia.
Prefeitura aponta prazo curto
A Prefeitura informou que recebeu a notificação do TRE-SP às 13h10 de sábado e comunicou as concessionárias às 13h32. Segundo a administração municipal e a SPTrans, os operadores relataram dificuldades para reorganizar escalas e jornadas de trabalho em menos de 12 horas.
A gestão afirmou que o planejamento para o domingo havia sido elaborado com base na demanda observada no primeiro turno, em 4 de outubro. Na ocasião, aproximadamente 6,9 mil ônibus circularam e transportaram 3,4 milhões de passageiros. A Prefeitura disse que esse mesmo plano estava previsto para o segundo turno e que cumpriria a determinação judicial.
A campanha citou relatos de baixa circulação em bairros da Zona Leste, incluindo Itaim Paulista. Também houve registros de passageiros esperando por longos períodos em diferentes regiões da capital.
A coligação pediu providências para que a operação de 100% da frota fosse restabelecida até o fim da votação e durante o retorno dos eleitores.
Temas
Linha do tempo
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