FPA confirma apoio a Flávio Bolsonaro e lista prioridades do agro
Bancada destacou crédito rural, seguro agrícola, armazenagem e renegociação de dívidas em reunião realizada na terça-feira (6).
Em resumo
- A FPA confirmou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- Crédito rural, seguro agrícola e infraestrutura estão entre as prioridades apresentadas.
- O candidato afirmou que a bancada será ouvida sobre a escolha do ministro da Agricultura.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) confirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência no segundo turno e apresentou prioridades do setor em reunião realizada na noite de terça-feira (6). Entre os temas discutidos estiveram crédito rural, seguro agrícola, renegociação de dívidas, infraestrutura e redução da dependência de fertilizantes importados.
Crédito, seguro e infraestrutura
Segundo a FPA, o senador se comprometeu a buscar maior previsibilidade nas condições de crédito e juros menores para o setor produtivo. A pauta também inclui ampliar o seguro rural, apontado pela bancada como instrumento para proteger a produção contra perdas nas lavouras e permitir melhor planejamento da atividade.
Os participantes trataram ainda de investimentos em infraestrutura e armazenagem de grãos. Flávio Bolsonaro também mencionou a regularização fundiária e a agricultura familiar. Para reduzir a dependência de insumos importados, a agenda prevê incentivo à pesquisa e investimentos em biodiesel e bioenergia, além do fortalecimento da produção de biocombustíveis.
A manifestação pública de apoio da FPA havia sido anunciada na semana anterior, segundo a frente. O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da bancada, relacionou a posição política às dificuldades enfrentadas pelos produtores para investir. Ele afirmou que juros elevados, endividamento público e desequilíbrio fiscal limitam a expansão do setor produtivo. Também citou operações de crédito rural com taxas que, segundo ele, chegam a cerca de 20% ao ano.
Renegociação de dívidas
O endividamento dos produtores foi outro ponto central. Lupion criticou a condução das negociações com o governo federal e disse que as medidas adotadas não atenderam às expectativas da bancada. Ele defendeu a retomada das discussões sobre a renegociação.