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07 de outubro de 2026

Segurança

Polícia de SP investiga ao menos nove mortes e descarta serial killer

Casos ocorreram em diferentes regiões da capital desde setembro; DHPP apura individualmente autoria e motivação.

Polícia Civil de São Paulo em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A Polícia Civil apura ao menos nove mortes ocorridas em 30 dias na capital paulista.
  • Integrantes da cúpula da segurança descartaram, por ora, a hipótese de serial killer.
  • O DHPP investiga os casos individualmente e apura possíveis motivações e suspeitos.

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com características de execução, registradas em diferentes regiões da capital em um intervalo de 30 dias, desde o começo de setembro. A hipótese de atuação de um serial killer foi descartada por ao menos dois integrantes da cúpula da segurança pública, que afirmaram não haver elo aparente entre os casos, apesar de semelhanças entre algumas ocorrências.

Parte dos casos teve esquartejamento e abandono de corpos em sacos pretos. A possibilidade de que as mortes estivessem ligadas a um assassino em série ganhou força em publicações nas redes sociais, incluindo TikTok e Instagram. Até 7 de outubro, porém, essa hipótese não era sustentada por uma conexão identificada entre as ocorrências.

Casos em diferentes regiões

As mortes foram registradas em quatro regiões da cidade: quatro na zona leste, três na zona sul, uma na zona norte e outra na zona oeste. Não havia registro desse tipo de ocorrência na área central, segundo o balanço divulgado. A distribuição geográfica é um dos elementos citados pelos integrantes da segurança para afastar, por enquanto, a hipótese de um único autor.

Em um dos casos, com investigação descrita como mais avançada, a linha apurada indicaria uma execução em retaliação a uma suspeita de estupro. A informação se refere a uma hipótese investigativa, não a uma conclusão sobre a motivação do conjunto das mortes.

A polícia também apura se há ligação entre os casos e pessoas associadas ao chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), estrutura descrita como uma forma de Justiça paralela da facção. Essa possibilidade ainda está sob investigação.

Inquéritos seguem em andamento

A Secretaria da Segurança Pública informou que o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as apurações separadamente e que todos os casos têm inquéritos instaurados. A pasta afirmou que as equipes trabalham com suspeitos e possíveis motivações em sete casos nos quais as vítimas foram identificadas. Entre as linhas consideradas em algumas ocorrências estão vingança e justiçamento.

O balanço também informa que uma vítima ainda não havia sido identificada e que as diligências continuavam para estabelecer sua identidade, além de esclarecer autoria e motivação. Esse dado não esclarece como o número de sete casos com vítimas identificadas e uma vítima sem identificação se relaciona ao total de ao menos nove mortes informado para a sequência investigada.

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