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29 de outubro de 2026

Mundo

Trump diz monitorar eleição no Brasil, mas não apoia candidatos

Presidente dos EUA foi questionado sobre Lula e Flávio Bolsonaro; declaração ocorreu neste domingo, 25, durante o segundo turno.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Trump disse que monitora a eleição presidencial brasileira.
  • O presidente americano não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro.
  • Parlamentares democratas cobraram garantias de respeito ao resultado das urnas.

Donald Trump afirmou neste domingo, 25 de outubro de 2026, que acompanha a eleição presidencial brasileira, mas evitou declarar apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro, candidatos que disputam o segundo turno. Questionado por jornalistas sobre quem esperava que vencesse, o presidente dos Estados Unidos respondeu que não queria entrar no assunto, mas que o governo americano estava monitorando a disputa.

Declarações anteriores sobre a eleição

Antes do primeiro turno, Trump já havia descrito a eleição brasileira como importante e elogiado o país e sua população. Ao deixar a Casa Branca, afirmou que o Brasil é um país importante e que as pessoas são “fantásticas”. Também elogiou a rapidez da apuração dos votos no primeiro turno e usou o resultado para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos.

Após a votação inicial, Trump classificou o desempenho de Flávio Bolsonaro como uma grande vitória, embora tenha dito que a disputa final seria apertada. Ao comentar o resultado, chamou-o de “impressionante”. As declarações anteriores não foram acompanhadas, neste domingo, por um endosso explícito ao senador ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pressão por garantias de respeito ao resultado

A manifestação ocorre em meio a questionamentos de parlamentares democratas sobre a atuação de Washington no processo eleitoral brasileiro. Em setembro, 31 deputados democratas acusaram o governo dos Estados Unidos de pressionar instituições do Brasil por meio de medidas econômicas, políticas e diplomáticas. Eles e senadores do partido também cobraram garantias de que o país respeitará o resultado das urnas.

Lula, por sua vez, já havia questionado a atuação de Washington no pleito e afirmado ter pedido a Trump que não se envolvesse na disputa. A Agência Brasileira de Inteligência classificou como crítico o cenário de possível interferência dos Estados Unidos nas eleições.

Em resposta recente a questionamentos, o Departamento de Estado americano afirmou que pretende manter o diálogo com o governo eleito, mas não detalhou medidas para assegurar o respeito ao resultado. No início de agosto, um alto funcionário do departamento havia declarado que os Estados Unidos respeitariam a escolha da população brasileira em eleições livres e justas e que não pretendiam romper relações com Brasília.

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