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14 de outubro de 2026

Mundo

Shein e Temu têm calçados com irregularidades químicas

Teste da CEC identificou violações em 36% de 76 pares analisados e falhas em oito de dez modelos de segurança vendidos em plataformas online.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Teste apontou irregularidades químicas em 36% dos calçados analisados.
  • Oito dos dez calçados de segurança testados tiveram falhas técnicas.
  • CEC defende responsabilização maior das plataformas e fiscalização reforçada.

Uma investigação da Confederação Europeia da Indústria do Calçado (CEC) identificou irregularidades químicas em 36% de 76 pares de calçados comprados em plataformas de comércio eletrônico, entre elas Shein e Temu. Nos modelos de segurança, oito dos dez analisados apresentaram falhas técnicas, segundo a entidade. Os produtos foram adquiridos em sete países europeus entre fevereiro e maio de 2026 e avaliados por laboratórios credenciados.

Substâncias e falhas identificadas

De acordo com a CEC, os 76 pares foram submetidos a testes relacionados ao REACH, regulamento da União Europeia que restringe o uso de substâncias químicas perigosas. Os resultados indicaram que 36% não cumpriam as regras. Os ftalatos, usados para dar flexibilidade a plásticos, foram a causa mais frequente das irregularidades. Também foram identificados problemas envolvendo formaldeído, metais pesados, níquel e cromo VI.

A entidade informou que os calçados de segurança tiveram falhas em requisitos como resistência ao escorregamento, proteção contra perfurações e integridade das biqueiras. Esses produtos são destinados a proteger os usuários em ambientes de trabalho, e os testes apontaram que oito dos dez modelos avaliados não atenderam à norma europeia ISO.

A CEC também registrou ausência da marcação CE em produtos e falta de documentos que comprovassem a conformidade. A marcação indica que o item atende aos requisitos europeus de segurança, saúde e proteção ambiental.

Cobrança por fiscalização e responsabilidade

A investigação foi realizada por meio de compras feitas sem identificação prévia dos compradores. Além de Shein e Temu, a operação incluiu produtos comercializados pelo AliExpress.

O debate ocorre em meio ao aumento das encomendas internacionais. A instituição vê o crescimento do comércio eletrônico transfronteiriço como um desafio para o controle de mercadorias que chegam ao mercado europeu.

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