Espanha identifica ameaças do Estado Islâmico contra protestos
Mensagens convocam ataques contra policiais e manifestantes em Espanha, França, Itália e Portugal; autoridades dizem não haver planos concretos identificados.
Em resumo
- Mensagens ligadas ao Estado Islâmico convocam ataques contra policiais e manifestantes.
- Espanha não identificou planos concretos para atentados.
- Portugal acompanha as ameaças, e a Catalunha reforçou a autoproteção policial.
O Ministério do Interior da Espanha identificou mensagens de grupos jihadistas ligados ao Estado Islâmico que convocam ataques contra policiais e manifestantes durante protestos na Europa.
As mensagens incentivam seguidores a aproveitar grandes concentrações e confrontos nas ruas para realizar atentados com explosivos, armas brancas ou veículos. Apesar das ameaças, as autoridades espanholas ainda não identificaram planos concretos para a execução de ataques.
Alerta às forças de segurança
O Escritório de Coordenação de Cibersegurança (OCC), ligado ao Ministério do Interior espanhol, identificou as publicações em um site de propaganda jihadista próximo ao Estado Islâmico. Após localizar as mensagens, o órgão encaminhou um alerta às forças de segurança.
Uma das publicações descreve a presença de muitas pessoas em manifestações como uma “oportunidade rara e valiosa para atacá-las”. Outra sugere explorar confrontos entre policiais e manifestantes.
A Espanha permanece no nível 4 de alerta antiterrorista, classificado como risco elevado, em uma escala de cinco níveis.
Espanha e Portugal acompanham as ameaças
O Sistema de Segurança Interna de Portugal confirmou que acompanha as ameaças identificadas pelas autoridades espanholas. O órgão informou que sua secretária-geral monitora a situação e mantém articulação com as entidades responsáveis.
Na França, onde os protestos recentes foram acompanhados por episódios de violência, incêndios e saques, autoridades preparavam uma nova mobilização para sábado, 24 de outubro.
O Ministério do Interior espanhol informou também que a Polícia Nacional e a Guarda Civil realizaram, neste ano, 47 operações antiterroristas em 23 províncias. As ações resultaram na prisão de 86 pessoas suspeitas de envolvimento com o jihadismo.