Paramount conclui compra da Warner Bros. e cria Skydance
Operação foi concluída em 6 de outubro de 2026; novo grupo reúne estúdios, streaming, canais de TV e prevê ao menos 30 filmes por ano.
Em resumo
- Paramount concluiu a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões.
- O grupo Skydance reunirá estúdios, streaming, televisão, notícias e direitos esportivos.
- A empresa prevê sinergias de pelo menos US$ 6 bilhões nos próximos três anos.
A Paramount concluiu nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD), formando um grupo de mídia e entretenimento que operará sob o nome Skydance. A transação, avaliada em US$ 110 bilhões, reúne estúdios de cinema, serviços de streaming, redes de televisão e canais de notícias, e recebeu as aprovações regulatórias necessárias, segundo a companhia.
Portfólio e ações
O novo grupo combina os estúdios Paramount e Warner Bros. Com os serviços Paramount+ e HBO Max, além de redes como CBS e HBO, canais a cabo, CBS News e CNN. O portfólio inclui direitos esportivos da CBS Sports e da TNT Sports e franquias como “Harry Potter”, “Top Gun”, “Bob Esponja” e “The White Lotus”.
Os acionistas da WBD receberam US$ 31,01666668 por ação em dinheiro. Os papéis da companhia deixaram de ser negociados na Nasdaq, enquanto as ações classe B da Skydance passaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sob o código SKYD. A empresa informou que a operação obteve aprovação unânime de autoridades concorrenciais em quase 70 jurisdições.
A companhia estima receita anual próxima de US$ 70 bilhões e prevê obter pelo menos US$ 6 bilhões em sinergias recorrentes nos próximos três anos. Entre as áreas apontadas estão tecnologia, integração, compras, marketing e imóveis. A Paramount também planeja combinar tecnologias de streaming e provedores de nuvem. Segundo a empresa, parte relevante da economia prevista viria de áreas não relacionadas à mão de obra; ainda assim, a integração pode afetar empregos em Hollywood.
Planos para cinema e streaming
A Skydance pretende lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas, com janela mínima de 45 dias antes de outras formas de distribuição. O grupo também planeja manter mais de 180 programas e séries de televisão. Os serviços de streaming deverão ser reunidos gradualmente em uma única plataforma.
O investimento pro forma em conteúdo supera US$ 30 bilhões nos últimos 12 meses. A dívida do grupo após a fusão deverá ficar em torno de US$ 80 bilhões, segundo as informações divulgadas sobre a operação.
David Ellison ficará à frente da direção criativa e da estratégia geral. Ynon Kreiz, ex-presidente-executivo da Mattel, foi nomeado co-CEO para conduzir as operações diárias e liderar a integração.