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06 de outubro de 2026

Ciência

Francis Halzen ganha Nobel de Física por detector de neutrinos

Físico foi reconhecido por contribuições ao IceCube, observatório instalado em um quilômetro cúbico de gelo na Antártida, e pela detecção de neutrinos cósmicos.

Foto de arquivo de Francis Halzen
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Francis Halzen recebeu o Nobel de Física de 2026 pelo trabalho ligado ao IceCube.
  • O observatório usa sensores instalados em um quilômetro cúbico de gelo na Antártida.
  • A detecção de neutrinos de alta energia abriu uma nova forma de estudar o Universo.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (6) pela Real Academia Sueca de Ciências. O prêmio é de 12 milhões de coroas suecas, valor equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões, segundo as informações divulgadas pela academia.

Como funciona o IceCube

Como elas raramente interagem com a matéria, a observação exige um volume muito grande de material: quando um neutrino colide com o núcleo de um átomo, a interação produz um clarão de luz que pode ser captado por sensores.

O IceCube ocupa um quilômetro cúbico de gelo na Antártida e foi concluído em 2011. O observatório tem milhares de sensores instalados em profundidade. Eles registram a luz gerada pelas colisões, permitindo aos pesquisadores reconstruir informações sobre a direção e a energia dos neutrinos.

A academia destacou que a visão e a liderança científica de Halzen foram fundamentais para a criação do instrumento. Mark Pearce, presidente do Comitê Nobel de Física, afirmou que o trabalho do cientista abriu caminho para um novo tipo de astronomia.

Uma nova forma de observar o Universo

Neutrinos de alta energia podem trazer informações sobre ambientes cósmicos que aceleram partículas a níveis muito superiores aos alcançados em laboratórios terrestres. Segundo a explicação apresentada pela academia, eles chegam sem mudar de direção nem perder energia, o que permite relacioná-los às regiões do Universo em que foram produzidos.

Com o IceCube, pesquisadores identificaram os primeiros neutrinos cósmicos de alta energia e, posteriormente, detectaram partículas que se originaram além do Sistema Solar. A descoberta permitiu iniciar a busca pelas fontes cósmicas desses neutrinos e contribuiu para o desenvolvimento da astronomia de neutrinos.

Halzen tem cidadania belga e americana, nasceu na Bélgica e é professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. O observatório segue coletando dados e passou por uma atualização em 2026 para ampliar suas capacidades de pesquisa.

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