Dólar cai abaixo de R$ 4,95 e juros futuros recuam após 1º turno
Às 10h16 de terça-feira, a moeda era cotada a R$ 4,946; taxas dos DIs e do Tesouro Direto também voltaram a cair.
Em resumo
- Dólar e Ibovespa mantiveram o movimento positivo na manhã de terça-feira.
- Taxas dos DIs e de títulos do Tesouro Direto voltaram a cair.
- Real valorizado pode pressionar receitas agrícolas antes de aliviar custos com insumos.
O dólar comercial era negociado a R$ 4,946, com queda de 1,11%, às 10h16 desta terça-feira (6), enquanto o Ibovespa avançava para cerca de 208.954 pontos às 10h15. A bolsa e o real mantinham a reação observada após o primeiro turno das eleições, e as taxas de juros recuavam novamente, em meio às expectativas dos investidores e à queda dos rendimentos dos títulos americanos.
Na sessão de segunda-feira (5), o Ibovespa subiu 7,70% e fechou aos 206.911,89 pontos, depois de chegar a 209.605,70 durante o pregão. O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,0022, com baixa de 4,12%.
Juros seguem em queda
As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) voltaram a ceder na manhã de terça-feira. Às 10h07, o DI para janeiro de 2028 estava em 12,58%, ante ajuste de 12,663% na sessão anterior. O contrato para janeiro de 2035 recuava a 12,635%, de 12,791%. Na véspera, os vencimentos mais longos haviam caído mais de 130 pontos-base.
No Tesouro Direto, o Prefixado 2029 passou de 12,62% no fechamento de segunda para 12,55% na manhã seguinte. O Prefixado 2032 recuou de 12,81% para 12,71%, e o título com juros semestrais para 2037 caiu de 12,90% para 12,79%. Entre os papéis indexados à inflação, o IPCA+ 2032 foi de IPCA + 7% para IPCA + 6,95%; o IPCA+ 2050 recuou de 6,59% para 6,51%.
A leitura eleitoral contribuiu para a reavaliação das expectativas sobre a política fiscal. Parte dos investidores passou a considerar possíveis mudanças na condução econômica e maior controle dos gastos, embora os planos fiscais de Flávio Bolsonaro não estejam claros. No exterior, os rendimentos dos Treasuries também caíam: às 10h06, o título americano de dez anos recuava três pontos-base, para 5,277%. O petróleo Brent era negociado na faixa de US$ 97 o barril.
Efeito sobre o agronegócio
A valorização do real pode pressionar receitas agrícolas antes de reduzir custos com insumos importados, segundo avaliações de especialistas do setor. Bruno Capuzzi, pesquisador do Insper Agro Global, observou que produtores com insumos contratados a um câmbio mais alto e parte da safra ainda sem preço definido podem enfrentar custos já fixados e receitas influenciadas por um dólar menor.
Temas
Linha do tempo
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- Dólar cai abaixo de R$ 4,95 e juros futuros recuam após 1º turno (esta matéria)