Lindbergh critica juros; Gabrielli apoia proposta de Lara Resende
Com Selic em 13,75% ao ano, debate sobre política monetária ganhou força antes da reunião do Copom desta semana.
Em resumo
- Lindbergh Farias criticou a revisão das projeções para a Selic após a eleição.
- Gabrielli apoiou a proposta de Lara Resende para coordenar metas fiscais e monetárias.
- O Copom se reúne nesta semana, com expectativas divididas sobre a Selic.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou nesta segunda-feira, 2 de novembro, a revisão das projeções para os juros após o segundo turno das eleições e afirmou que a Selic não deve ser definida pelo “humor do mercado financeiro”. No mesmo debate, José Sérgio Gabrielli apoiou mudanças na política monetária defendidas pelo economista André Lara Resende, incluindo a criação de um conselho para coordenar metas fiscais e monetárias.
A taxa básica está em 13,75% ao ano, e o Comitê de Política Monetária (Copom) tem reunião marcada para esta semana.
Proposta de mudança na política de juros
Lara Resende defende reduzir a Selic gradualmente ao longo de cerca de 12 meses, até aproximadamente 7,5% ao ano. Depois, a taxa ficaria entre 3% e 5,5% ao ano, segundo a proposta apresentada pelo economista. Ele também propõe criar um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, com metas conjuntas para as políticas fiscal e monetária em um horizonte de quatro a cinco anos.
Gabrielli, coordenador do programa de governo da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou em artigo publicado nesta segunda que a iniciativa merece atenção. Para ele, elevar o superávit primário não seria o instrumento adequado para reduzir os juros. O texto defende um ajuste progressivo de receitas e despesas, sem cortes no salário mínimo real, no BPC, no Bolsa Família ou nos pisos constitucionais da saúde e da educação.
O economista atribui aos juros elevados papel central na expansão da dívida pública e afirma que fatores externos pressionam os preços.
Expectativas para a reunião do Copom
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou no domingo, 1º, que o governo não avalia tabelar os juros. A proposta do economista exige mudanças na forma como o Banco Central define a taxa básica, hoje sem uma faixa de variação prevista.
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Linha do tempo
- Gabrielli defende ajuste fiscal progressivo sem austeridade
- Lindbergh critica juros; Gabrielli apoia proposta de Lara Resende (esta matéria)