Pular para o conteúdo

18 de outubro de 2026

Economia

Reforma tributária: 48% das empresas não iniciaram preparação

Pesquisa divulgada pela Fiesp aponta falta de ações estruturadas antes do início da transição, previsto para 2027.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Pesquisa da Fiesp aponta que 48% das empresas ainda não iniciaram ações estruturadas.
  • A transição começa em 2027 e deve ser concluída em 2033.
  • Mudanças podem afetar preços, caixa, sistemas e capital de giro.

Quase metade das empresas ainda não começou a adotar medidas estruturadas para se preparar para a reforma tributária, segundo pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em agosto de 2026. A transição começa em 2027, com a substituição de tributos como PIS e Cofins pela CBS e pelo IBS, e a implantação do novo sistema está prevista para terminar em 2033.

As mudanças podem alcançar áreas além da contabilidade e do setor fiscal. Para empresas de pequeno e médio porte, com equipes e recursos mais limitados, a adaptação pode exigir revisão de sistemas, processos, custos, preços, margens de lucro e disponibilidade de recursos para manter as operações.

Impactos em diferentes áreas

Rodrigo Barbeti, CEO e sócio-fundador do Grupo BLB, afirmou que a reforma deve ser analisada de forma integrada, por seus possíveis reflexos financeiros e operacionais. Segundo ele, gestores precisam avaliar como as novas regras podem afetar custos, preços, créditos tributários e geração de caixa.

Barbeti também defendeu que a preparação não fique concentrada no contador ou no departamento fiscal. Na avaliação do executivo, as áreas financeira, comercial, jurídica e tecnológica devem considerar os efeitos da mudança: o financeiro, pelo impacto no caixa; o comercial, na formação de preços; e o jurídico, nos contratos.

Um diagnóstico da operação é um dos primeiros passos recomendados pelo especialista. A análise pode incluir preços praticados, margens, contratos de longo prazo, estrutura de custos, créditos tributários e sistemas usados para emitir notas fiscais e controlar as finanças.

Fluxo de caixa e capital de giro

Outro ponto de atenção é o planejamento financeiro diante do split payment. O mecanismo prevê a separação e o recolhimento de IBS e CBS no momento do pagamento. Com isso, parte do valor de uma venda poderá ser destinada ao Fisco antes de chegar à conta da empresa.

Essa dinâmica pode alterar o dinheiro disponível para pagar fornecedores, salários e outras despesas. Por isso, a necessidade de capital de giro e o fluxo de caixa também podem precisar de revisão, com possível impacto na procura por crédito antecipado.

Barbeti afirmou que mudanças nas margens podem ter efeito relevante nos resultados de pequenas e médias empresas.

Temas

Linha do tempo

  1. Eleições elevam incerteza sobre reforma tributária e ajuste fiscal
  2. Reforma tributária: 48% das empresas não iniciaram preparação (esta matéria)

Compartilhe

Leia também