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18 de outubro de 2026

Ciência

Julie Elie usa IA para identificar 11 vocalizações de aves

Pesquisadora da Universidade da Califórnia recebeu o prêmio Coller-Dolittle 2026, de US$ 100 mil, por estudo com tentilhões-zebra.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Julie Elie identificou 11 vocalizações de tentilhões-zebra com apoio de IA.
  • Experimentos com sementes ajudaram a testar as respostas das aves aos sons.
  • A cientista recebeu o prêmio Coller-Dolittle 2026, de US$ 100 mil.

A cientista Julie Elie, da Universidade da Califórnia, identificou 11 vocalizações usadas pelo tentilhão-zebra, também conhecido no Brasil como mandarim, para comunicar informações sobre identidade e atividades. O estudo empregou inteligência artificial para encontrar padrões nos sons. Pelo trabalho, Elie recebeu o prêmio Coller-Dolittle 2026, no valor de US$ 100 mil.

Como os sons foram analisados

Durante mais de uma década, Elie observou as aves e gravou milhares de vocalizações. A pesquisadora usou técnicas de aprendizado de máquina para organizar esse conjunto de registros e localizar padrões que seriam difíceis de identificar manualmente. A análise permitiu reconhecer como diferentes informações estavam codificadas nos sons e reunir as 11 vocalizações mais recorrentes em uma espécie de dicionário.

O mapeamento não se baseou apenas na classificação feita por um sistema. Em um experimento, as aves podiam ouvir sons de seu repertório ao pressionar um botão. Algumas vocalizações eram seguidas pela oferta de sementes; outras não davam acesso à recompensa. Os pássaros aprenderam a distinguir os sons associados às sementes daqueles que não ofereciam nada e passaram a tentar avançar as faixas sem recompensa.

Pesquisas sobre comunicação animal

A inteligência artificial também está sendo aplicada por projetos que buscam analisar a comunicação de outras espécies. Entre eles está o Earth Species Project, que desenvolve ferramentas para estudar vocalizações de animais que vão de primatas a vermes.

Outras tecnologias ajudam a captar sons que não são percebidos pelo ouvido humano. Microfones especiais podem registrar frequências ultrassônicas de morcegos, que chegam a 212 quilohertz, enquanto a audição humana alcança cerca de 20 quilohertz.

A identificação de vocalizações pode ajudar pesquisadores a estudar sinais de alerta e chamados de acasalamento.

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