Pular para o conteúdo

16 de outubro de 2026

Economia

Dario Durigan estuda crédito e capacitação para empresas afetadas pela

Ministro diz que o apoio poderá financiar a transição e ajudar negócios a investir em inovação e produtividade; impacto por setor ainda será avaliado.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Governo estuda crédito e capacitação para empresas afetadas pela mudança na jornada.
  • Durigan citou inovação, treinamento e tecnologia como caminhos de adaptação.
  • Os impactos por setor ainda serão avaliados e não foram definidos critérios para o apoio.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na sexta-feira (16) que o governo estuda oferecer linhas de crédito e capacitação para empresas que precisarem se adaptar ao fim da escala 6×1. Segundo ele, o formato do apoio ainda está em análise, e a intenção é direcionar recursos aos negócios mais afetados pela mudança na jornada de trabalho.

Crédito e adaptação dos negócios

Em entrevista à TV Band, Durigan mencionou a possibilidade de financiamento específico para a transição e de iniciativas voltadas à inovação. A adaptação, explicou, pode incluir modernização de processos, treinamento de funcionários e adoção de novas tecnologias para manter a produção com menos dias de trabalho.

“É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou o ministro. Ele também disse que os empresários devem receber apoio para participar da mudança.

Durigan declarou que a equipe econômica ainda avalia quais setores e portes de empresas poderão sentir maior impacto. O objetivo, segundo ele, é concentrar o auxílio nas empresas que precisem de mais recursos para reorganizar as atividades. Pequenos negócios estão entre os possíveis beneficiários: o ministro citou o Sebrae e outros sistemas de capacitação como parceiros em iniciativas de treinamento.

Limite de crédito para pequenas empresas

O ministro afirmou que o governo já elevou de R$ 250 mil para R$ 500 mil o limite de crédito para pequenas empresas. A ampliação também alcança operações de capital de giro, usadas para cobrir despesas e manter o funcionamento cotidiano dos negócios.

Durigan não anunciou redução de encargos sobre a folha de pagamento nem uma compensação direta aos empregadores. Em vez disso, destacou a possibilidade de linhas de financiamento direcionadas e de capacitação para as empresas que necessitarem de apoio na transição.

O ministro também mencionou que o governo pretende apoiar negócios afetados pela reforma tributária. Segundo ele, a previsão de crédito específico considera tanto a adaptação a essa mudança quanto a nova jornada de trabalho.

Efeitos ainda serão medidos

A equipe econômica ainda deverá medir os efeitos da alteração da jornada em diferentes setores e portes de empresas. Durigan afirmou que entre 68% e 70% dos empregos no país estão fora da escala 6×1. Ele também defendeu que a reorganização das atividades pode favorecer ganhos de produtividade, com processos mais eficientes e menor rotatividade.

Temas

Linha do tempo

  1. Senado retoma debate sobre fim da escala 6x1 antes de votação
  2. Senado pode votar PEC da escala 6x1 em dois turnos nesta quarta
  3. Escala 6x1: Teresa Leitão vê chance de votação nesta quarta
  4. Senado vota em 1º turno PEC que propõe fim da escala 6×1
  5. Fim da escala 6×1: entidades estimam alta de custos e preços
  6. Jornada de 40 horas pode elevar preços e informalidade
  7. Dario Durigan estuda crédito e capacitação para empresas afetadas pela (esta matéria)

Compartilhe

Leia também