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29 de outubro de 2026

Economia

Petrobras ainda avalia reação à alta do petróleo a US$ 116,93

Magda Chambriard diz que a estatal foi surpreendida pela escalada e ainda não definiu medidas para lidar com os efeitos no mercado de combustíveis.

Petrobras em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Petrobras discute reação à alta do petróleo, mas não definiu medidas.
  • Magda Chambriard atribuiu parte da pressão à guerra, ao refino e ao transporte.
  • A presidente defendeu ampliar a produção nacional e buscar compradores no exterior.

A Petrobras ainda discute como reagir à alta do petróleo, que chegou a US$ 116,93 por barril neste sábado (24), mas não definiu quais medidas adotará. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a companhia esperava uma redução das cotações e uma duração menor da guerra envolvendo Estados Unidos e Irã.

Decisões ainda em discussão

Chambriard disse que a empresa começou a avaliar alternativas diante da escalada, mas ressaltou que o cenário não era o esperado. Em entrevista, afirmou que, depois de o petróleo alcançar US$ 120 em meados do ano, a expectativa era de que os preços recuassem. Também se esperava que o conflito no Irã durasse pouco.

A presidente declarou que “ninguém imaginou” que o barril chegaria ao fim de outubro cotado a US$ 116. A estatal ainda considera os efeitos comerciais de uma eventual mudança nos preços dos combustíveis, segundo Chambriard. Ela não anunciou uma decisão sobre reajustes ou outras medidas.

A executiva também defendeu que a Petrobras evite repetir a política de preços adotada em 2018 e 2019, quando a companhia acompanhava de perto as cotações internacionais. Na avaliação dela, essa estratégia levou a estatal a perder mercado e receitas, e a recuperação da participação foi difícil. Chambriard resumiu a experiência dizendo que a busca por acompanhar os preços internacionais acabou fazendo a empresa perder dinheiro e participação de mercado.

Guerra afeta refino e transporte

A presidente atribuiu parte da alta aos impactos da guerra sobre a infraestrutura de refino e o transporte de combustíveis.

Chambriard também citou o encarecimento do transporte marítimo. Restrições em rotas de navegação e a necessidade de percorrer trajetos mais longos para abastecer mercados elevaram os custos, afirmou. Para a presidente, a combinação de dificuldades no refino e na logística pressiona o fornecimento de diesel e gás e coloca em risco a segurança energética.

Produção nacional e novos compradores

Como resposta ao cenário de pressão sobre o abastecimento, Chambriard defendeu ampliar a produção brasileira de petróleo e buscar novos compradores no exterior. Ela citou como exemplo a primeira venda de petróleo bruto da Petrobras ao Japão, país com o qual a estatal ainda não havia realizado negócios desse tipo.

A companhia segue discutindo como lidar com a escalada e seus efeitos comerciais, sem ter definido as medidas que serão adotadas.

Temas

Linha do tempo

  1. Brent chega a US$ 111,73 e atinge maior nível em cinco meses
  2. Petróleo sobe com temores de oferta e queda dos estoques nos EUA
  3. Petróleo sobe mais de 2% após ataques houthis na Arábia Saudita
  4. Arábia Saudita: ataque mata dois; EUA ordenam saída de diplomatas
  5. Petróleo Brent fecha a US$ 116,72, maior nível desde abril
  6. Petrobras ainda avalia reação à alta do petróleo a US$ 116,93 (esta matéria)

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